Brasil

A falta injustificável de mulheres na política brasileira

Redação DM

Publicado em 27 de maio de 2016 às 00:57 | Atualizado há 10 anos

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – em pesquisas realizadas, ao longo do tempo, consta que  50% da população adulta brasileira é do sexo feminino. Observando estes dados com respeito e seriedade, os legisladores, ao elaborar a atual Constituição da República, tiveram o cuidado de deixar expresso nela o chamado princípio da igualdade entre as pessoas, sem distinção de qualquer natureza, inclusive de sexo, onde está escrito que “homens e mulheres são iguais perante a lei em direitos e obrigações”. Portanto, trata-se de um mandamento constitucional de grande importância e que deve ser cumprido, o que nem sempre ocorre.

E isso, especificamente, sempre tem ocorrido no campo da política, pois, nesta área, ainda que de maneira sutil e indireta, a mulher, no Brasil, sempre teve menos espaço de atuação do que o homem, tanto para os cargos no Poder Executivo, como também no Legislativo, nos três âmbitos, federal, estadual e municipal.

Para não se ter dúvida de que existe um certo preconceito, basta verificar que o número de mulheres que tem ocupado cargos no Poder Legislativo é reduzidíssimo e no comando do Poder Executivo, a percentagem da presença delas é quase zero, enquanto que temos talentos femininos espalhados por todo Brasil, sem que sejam lembrados pelos comandos políticos. É evidente que, em  muitos casos, faltam-lhes vocação. Mas, é bom lembrar também que não havendo  espaço, nem estímulo a vocação fica prejudicada.

Para cobrir este vazio, seria bom que as entidades político-partidárias, já nos próximos pleitos, através de seus comandos, fizessem campanhas incentivadoras às mulheres, para que elas se sentissem mais valorizadas e seguras para atuar na política com maior segurança. Até porque, uma maior participação da mulher na política brasileira, com certeza, diminuiriam os casos de corrupção no exercício dos cargos, como sempre ocorreu no nosso País, mas que somente agora estão investigados e os corruptos punidos, sob muito alardes e vanglórias.

 

(João Francisco do Nascimento, advogado militante em Goiânia, OAB-GO 2544, e articulista do Diário da Manhã, e-mail: [email protected])


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