A pergunta que não quer calar
Redação DM
Publicado em 11 de novembro de 2015 às 22:45 | Atualizado há 11 anosSalve Renato Russo, que há alguns anos atrás compôs tão bem a música “Que País é este”? E ao ouvir, resolvi escrever algumas linhas a cerca do tema: corrupção e povo brasileiro.
Infelizmente as pessoas recriminam a sujeira das ruas, das favelas, dos viciados, dos menos favorecidos, discriminam a pobreza, a miséria, e esquecem da sujeira entranhada na cúpula do poder, mas precisamente na capital do País.
Em 1988, na promulgação da Constituição Federal pensava -se em construir uma nação justa, igualitária e com condições dignas a todos. De lá pra cá, os brasileiros continuam a acreditar sempre, ainda assim esperam melhores dias para o futuro da nação.
E a cada minuto a Constituição é rasgada por autoridades constituídas, por pessoas que não garantem dignidade aos trabalhadores, respeito aos pobres e oprimidos, pessoas que fomentam a corrupção, a falta de oportunidades aos jovens e outros.
Nos jornais notícias escandalosas, mentiras, falcatruas, desonestidade e o pior, leis não aplicadas, o caos nas comunidades, o povo que vive com um salário mínimo driblando a fome e a miséria.
A saúde um caos, o desemprego, a inflação, a crise que não passa, educação retrograda, fome, e a desesperança. E o País continua no terrível drama de que fala a composição citada: Mas o Brasil vai ficar rico, Vamos faturar um milhão, Quando vendemos todas as almas, Dos nossos índios em um leilão.
Só que não são os índios que estão sendo vendidos e sim nós. O povo esta sendo lesado e o pior, não sabemos até quando. Pagamos pela incompetência do poder público, não temos o básico saúde, educação e segurança e continuam com a esperança.
Precisamos de reflexão, posicionamento e o melhor: atitude. Só com conscientização vamos mudar a realidade em que vivemos, pensar macro é o primeiro passo, votar com coerência e gritar quando preciso, vamos juntos em busca de um Brasil para os brasileiros.
(Lorena Ayres, advogada, articulista, comendadora, diretora da Aciag e AJE Aparecida de Goiânia)