Brasil

A sinfonia do nosso corpo

Redação DM

Publicado em 17 de dezembro de 2015 às 21:33 | Atualizado há 11 anos

A Ciência Moderna diz que a matéria na verdade não é composta de partículas, e sim de ondas, frequências, bem como o pensamento e o sentimento.

Cada órgão, célula, átomo, elétron no nosso corpo possui sua própria frequência ou nota musical. Todos juntos formam uma grande orquestra sinfônica e tocam uma bela e harmônica sinfonia.

Quando estas notas estão desafinadas, ou em desarmonia, isto indica um desequilíbrio naquela região e por conseguinte em todo o sistema. Assim como é em uma orquestra onde todos os seus componentes devem tocar perfeitamente em harmonia, caso contrário comprometerá o resultado da apresentação.

O corpo humano e toda a sua complexidade deve estar em perfeita sintonia, para que se manifeste o estado de saúde. Então o que é a doença? É o desafinar das notas musicais. Por que isso acontece? Em razão do que pensamos, sentimos e como agimos. Estes são elementos fundamentais para afinarmos nossos instrumentos musicais.

A dra. Candance Pert, em seu livro Moléculas da Emoção, nos fala da relação entre as emoções e a produção de neurotransmissores, que são sinais químicos. Cada emoção gera uma molécula que sinaliza ao corpo o processo que deverá desencadear.

Estas moléculas da emoção, se encaixam nos receptores de membrana celular para transmitirem o sinal que estão trazendo consigo para o interior da célula e dali para os genes definindo o que será expresso.

Assim uma molécula que traz a informação de tristeza por exemplo, se conecta ao receptor das células de defesa, dizendo a ele: “Estou triste e não quero fazer nada, a vida não tem sentido”; deprimindo o sistema imunológico.

O mesmo acontece com o sistema endócrino. Até pouco tempo acreditava-se que a insulina era produzida apenas pelo pâncreas. Descobriu-se, porém, que este hormônio é um neuropeptídeo produzido e armazenado no cérebro na região do sistema límbico – que é o berço de processamento das emoções. O desequilíbrio deste hormônio está associado a tristeza e/ou depressão.

Estudos no Instituto Heart Math na Califórnia – EUA, mostrou que amostras de DNA de pessoas que vivenciaram sentimentos como a raiva, revolta, tristeza, apresentavam-se compactadas, dificultando a expressão gênica e até perdendo bases nitrogenadas, ao passo que as pessoas que vivenciaram sentimentos como amor, compaixão, alegria, o DNA apresentou-se alongado e expressando corretamente seus genes. Então as moléculas da emoção são distribuídas em todo o corpo, agindo sobre todos os sistemas e chegando até o DNA, alterando-o.

Este é o princípio da nova área da Ciência que integra várias especialidades que é a Psiconeuroendocrinoimunogenética.

Assim somos um ser único, integral e integrado, que deve tocar sua própria melodia em ressonância com o amor e a gratidão, para que manifestemos a saúde e a felicidade integral.

 

(Myrella Brasil, terapeuta com pós-graduação em Psicologia Transpessoal, mestrado em Biologia Molecular, pesquisadora)

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