Brasil

Alerta ao Ministério Público de Goiás: querem mutilar o centro histórico de Pirenópolis!

Redação DM

Publicado em 7 de dezembro de 2015 às 18:13 | Atualizado há 11 anos

Em Pirenópolis querem realizar empreendimentos no sistema “TIME SHARE”, ou “Unidades Compartilhadas, no centro histórico da cidade, isso mesmo querem MUTILAR O CENTRO HISTÓRICO DA CIDADE”.

O tão falado empreendimento da Cota Compartilhada foi aprovado? Se sim, como? Onde se encontra o Estudo de Impacto de Vizinhança, Relatório de Impacto de Vizinhança, Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto de Meio Ambiente? Realmente foi aprovado sem todas essas exigências? E por que não realizar uma Audiência Pública para demonstrar mais transparência e legalidade na realização e aprovação desse empreendimento? A população quer transparência e necessita ser ouvida.

A grande questão não é desmoralizar um empreendimento que poderá quiçá trazer benefícios pra cidade. O problema é que o poder público deveria olhar mais com bons olhos para a cidade e se preocupar de início, com a precariedade em que se encontra Pirenópolis tratando-se de água, esgoto, energia, segurança pública, ao invés de deixarem realizar um empreendimento desse porte sem um devido estudo técnico podendo causar sérios danos ambientais, arquitetônicos, urbanístico dentre outros.

É alarmante o caos que se torna a cidade quando recebe seus turistas. Há quem diga que o meu desejo é acabar com o turismo e quem queira calar minhas rudes palavras. Não, meu intento não é acabar com o turismo e tão pouco tenho intenções políticas. A ânsia é de que Pirenópolis cresça de forma ordenada e controlada, e arrecade exatamente com turismo, mas não da forma despreparada e desregrada como vem acontecendo.  Esse tipo de empreendimento no Centro Histórico é totalmente inviável e poderá causar ainda mais caos, como o aumento significativo do consumo de energia e água, além do impacto que ocasionará no escoamento do esgoto, pois a cidade utiliza até hoje a forma dos “buracos no chão”.

Os turistas que desfrutam das histórias de Pirenópolis e do que a cidade tem pra oferecer se depara sempre com escassez de água, falta energia por horas, ou dias, fluxo de trânsito totalmente caótico, o mal cheiro de dejetos jogados no rio, dentre outros percalços. Por que mutilar o centro histórico da cidade com um empreendimento desse porte se os problemas mais graves não estão sendo resolvidos? Será que a cidade comporta um empreendimento desse porte com tanta precariedade que ainda não foi resolvida? É caso de séria reflexão por parte de todos.

O objetivo dos empreendedores pode até ser benéfico, mas não podem explorar a cidade dessa forma desmontando em ruinas e erguendo modernidade um centro histórico de uma cidade bucólica e Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. É um tanto quanto incabível.

A população não vai se calar diante de qualquer omissão ou prejuízos que a cidade poderá sofrer e vem sofrendo, o pirenopolino estará unido e devem lutar para que a cidade cresça sim, desde que seja para benefícios de todos.

Peçamos a todas as autoridades que, dessa vez, relembrem que acima da ganância, existe a Lei de Deus e, abaixo tem a Lei dos homens, e são com as duas Leis que devemos martelar.

“Se quiser derrubar uma árvore na metade do tempo, passe o dobro do tempo amolando o machado.” (Provérbio Chinês

(Uiara Pereira de Pìna é socióloga e bacharel em direito – [email protected])

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia