Brasil

Amar e mostrar que ama

Redação DM

Publicado em 20 de junho de 2017 às 02:32 | Atualizado há 9 anos

Fiquei conhecendo recentemente a história de um menino que, estando muito doente, definhava dia após dia num leito de hospital. Segundo se sabia, seus pais nunca lhe haviam dado a necessária atenção, o necessário calor. Num certo momento, sua mãe perguntou ao médico por que aquele filho estava assim, morrendo aos poucos.

– Por causa do marasmo, disse-lhe ele.

– Que é isso?, ela quis saber.

– Marasmo é melancolia, tristeza profunda, é o desgosto pela vida – explicou o médico, adicionando: – Seu filho está morrendo por falta de amor.

A expressão do afeto, do calor, do carinho, é algo de precioso na convivência humana. Mas é preciso que a pessoa aprenda a fazer isso, pois se errar é humano, acertar é mais ainda.

Conheci um pai que, sendo muito seco no trato com os filhos, justificava-se dizendo: “Fui criado sem nenhum beijo ou abraço. Nunca meus pais me disseram que gostavam de mim. Só xingavam. Minha mãe dizia que beijo é coisa má, pois foi com um beijo que Judas traiu Cristo”.

Crendices e superstições que esfriam o peito, que matam os sentimentos, que impedem a expressão de todo amor.

Transportemos essa imagem para o nosso dia-a-dia e perguntemos a nós mesmos: “Existem nesta terra pessoas que amamos? Se existem, temos mostrado a essas pessoas – no dia-a-dia, momento após momento, com palavras e ações – que nós as amamos?”

Isso é de uma importância enorme. Quem sabe expressar seu afeto, seu carinho, é o primeiro beneficiado. É alguém muito mais feliz do que aqueles que não aprenderam a fazer isso. Mas a expressão dos sentimentos beneficia também os demais. Quem, acaso, não gosta de conviver com alguém que sabe transmitir o calor da amizade, do companheirismo, do amor?

Hoje em dia, os sentimentos estão ficando muito calados. Encontrar nos diversos ambientes uma pessoa realmente afetuosa, que sabe expressar com soltura seus sentimentos, é algo que se vai tornando uma raridade.

Numa boa parte, as pessoas têm vergonha de mostrar carinho aos filhos. É que elas também foram criadas assim. O que fazer, então?

Superar-se é a palavra-chave. A propósito, esta semana, 22 de junho, tem painel público (entrada franca) que aborda esse aspecto da psicologia humana, com o tema “Erra é humano. Acertar é + ainda”, na sede Flamboyant da Fundação Logosófica (Av. S. João, 311 – Alto da Glória, Goiânia-GO).

A Logosofia dedica uma atenção muito especial aos sentimentos. Ensina a conhecer cada um, a cultivá-los, a mantê-los vivos através do tempo, a expressá-los às pessoas queridas, a manifestá-los com liberdade interna. Mostrar para as pessoas que gostamos delas é algo que vale a pena aprender.

 

(Dalmy Gama, escritor, professor e docente de Logosofia)


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