Brasil precisa de estadistas para definir novos rumos
Redação DM
Publicado em 30 de novembro de 2015 às 22:25 | Atualizado há 11 anosConcordo com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que afirmou que o Brasil passa por um “terremoto” e, para auxiliar a contornar a crise atual — apesar dos inúmeros e inegáveis avanços obtidos pela sociedade nos últimos anos — é necessária a atuação de um estadista. “Onde estão os Tancredos e os Ulysses de hoje, capazes de agarrar propósitos novos para o Brasil e nos aglutinarem em torno deles, com bandeiras que nos levem em direção ao novo Brasil?”, questionou, com propriedade, o senador brasiliense.
Na opinião do senador, há uma crise imediata e uma crise estrutural, de longo prazo. A imediata é consequência do excesso de gastos, que gerou déficit fiscal, da elevação do custo Brasil, que levou à perda de mercado externo e faz com que haja déficit na balança comercial. Mas há ainda uma crise de propósitos, de rumos, que discuta onde o Brasil quer chegar e onde os políticos querem levar os 200 milhões de cidadãos brasileiros.
Cristovam participou de uma conversa com cidadãos que afirmaram “não confiar nos políticos”. Lamento que os representantes da população não consigam ouvir a voz das ruas e guiar o país para um futuro diferente, de ruptura, como aconteceu quando o Brasil saiu do império para a república, da escravidão para a liberdade, do meio rural para a cidade, da ditadura para a democracia.
Mais uma vez, o senador está correto quando diz que o futuro daqui para frente é outro. É nesse que eu me engajo tanto na luta pela educação, porque a grande riqueza do futuro virá do conhecimento. O conhecimento vem da ciência e da tecnologia, que vem das universidades, que vem do ensino médio, que vem do ensino fundamental, que vem desta coisa chamada educação de base. Essa vai ser a base da riqueza do futuro.
O Brasil hoje está mergulhado numa crise política gravíssima e que repercute negativamente na economia. O povo está frustrado, decepcionado com os ocupantes do Palácio do Planalto. É preciso dar uma resposta à sociedade. Essa paralisia não interessa a nenhum segmento da sociedade. O país precisa superar a crise política e o Congresso terá que dar o primeiro passo.
Iso Moreira, empresário, deputado estadual (PSDB)