Certificado Anatel garante a qualidade dos cabos de comunicação
Redação DM
Publicado em 18 de novembro de 2015 às 00:40 | Atualizado há 11 anosTodos os produtos de transmissão de dados produzidos por empresas nacionais e internacionais para serem comercializados no Brasil necessitam de certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A homologação deve ocorrer antes dos produtos serem disponibilizados no mercado.
Uma peculiaridade da regulamentação brasileira a respeito de picos de tensão e descargas eletrostáticas, é que ela é ainda mais rigorosa do que em outros países. Esse rigor é necessário para assegurar que produtos de telecomunicações mantenham pleno funcionamento durante as frequentes flutuações de tensão das redes elétricas brasileiras e descargas de raios que atingem o país. Por isso, certidões oferecidas por órgãos internacionais como Federal Communication Comission ou Conformité Européene não são válidas no País. Muitas vezes, outros certificados internacionais fazem parte dos editais, mas o que é obrigatoriedade da legislação local é o certificado Anatel.
Cabos de fibra ótica, conectores de cabos e transmissores de sinais de rede móveis fazem parte da Categoria III da certificação da Anatel. Sua homologação garante a confiabilidade e compatibilidade eletromagnética necessária segundo a legislação nacional. As normas atuais da agência não preveem a reavaliação desses produtos, ainda que os testes laboratoriais sejam fundamentais para obter a certidão de comercialização.
Falando sobre testes de qualidade, é possível dizer que ao mesmo tempo em que a homologação da Anatel em produtos de tecnologias já existentes seja essencial, como é o caso do Cat 5e, 6 e 6A, o acompanhamento das novas tecnologias que surgem no mercado também são importantes, mas até o momento, não são o foco do órgão. Isso é percebido a partir do momento em que não há incentivos em termos de requerimentos e desenvolvimento de parâmetros voltados às novas tecnologias, o que pode causar algum atraso no crescimento do mercado de LAN no Brasil.
Para se obter a homologação da Anatel, é avaliada uma série de documentos sobre o produto, a empresa e outros certificados como ISO 9001. O solicitante deverá ter um interlocutor com a agência e laboratório, sendo este um OCD (Organismo de Certificação Designado) – uma das instituições independentes listadas pela homologadora para analisar os itens e emitir as certificações baseados em testes de laboratórios credenciados pelo Inmetro. Atualmente, quatro laboratórios em todo o País possuem o credenciamento.
O processo de avaliação pode durar entre dias e meses, de acordo com o produto a ser homologado. Além da garantia mínima de qualidade, a certificação pela Anatel também confere o baixo risco ao meio ambiente e à saúde do consumidor ao adquirir determinado item.
Apesar da representatividade do órgão, o consumidor deve ficar atento na hora de adquirir produtos de cabeamento, mesmo tratando-se de marcas certificadas pela Anatel. A realidade é que muitos fabricantes de cabos disponibilizam no mercado produtos “piratas”, de baixa qualidade, substituindo o cobre dos produtos por alumínio cobreado (CCA), por exemplo.
Por isso, é importante que o consumidor opte por produtos 100% cobre que garantam a qualidade da informação e o desempenho desejado de acordo com a categoria do produto projetada. Para verificar se o produto é confiável, basta fazer alguns testes: dobrar sucessivamente o cabo e observar, se ele danificar, trata-se de um produto “pirata”, de alumínio cobreado; raspar uma pequena parte do condutor, pois se ele ficar prateado, terá perdido a capa de cobre e mantido o alumínio, sendo um produto de baixa qualidade; e também pelo peso, pois o cabo de alumínio é mais leve que o cabo 100% cobre.
A Nexans Brasil ressalta que a qualidade é um aspecto primordial em seus produtos, e por isso, disponibiliza uma linha completa de itens de comunicação certificados pela Anatel, seguindo todos os parâmetros nacionais e internacionais de desempenho.
(André Senra, engenheiro de vendas, Nexans, formado em Engenharia Elétrica pelo Inatel. Atua no segmento de cabeamento estruturado e desenvolvimento de produtos na Nexans Brasil)