Brasil

Comendo o pão que o diabo amassou

Redação DM

Publicado em 7 de março de 2016 às 23:51 | Atualizado há 10 anos

Os brasileiros comem o pão que o diabo amassou com um governo que não sabe dizer a que veio. Na verdade, sabe. Apenas para sustentar-se no poder. A qualquer custo. E a um custo do sacrifício da sociedade verde-amarelo. O Brasil entrou num processo de corrupção sem limites. Faz lembrar a Operação Mãos Limpas, levada a cabo nos anos 90 na Itália e que lançou luz sobre a gigantesca rede de corrupção que dominava a vida política e econômica do país. A semelhante é clara. Lá como aqui, com políticos e empresários no centro das atenções.
A Operação Lava Jato teve início em março de 2014, com a Polícia Federal investigando um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e algumas das maiores empreiteiras do Brasil. Políticos e empresários foram presos acusados de pagamento de propinas para partidos em troca de fraudes em licitações da estatal.
O juiz federal Sérgio Moro e equipe estão tendo uma conduta exemplar ao apurarem e pedirem a punição dos ladrões de casaca. O Ministério Público e a Polícia Federal fazem a sua parte para limpar a vida pública da corrupção. Esta condição atual põe em perigo não só a economia brasileira. Mas a própria democracia e a paz social. Quanto se pensou em presidentes de poderosas empreiteiras ou políticos de renome na cadeia?
Lula se comporta igual jararaca furiosa. Com partidários petistas procuram desqualificar quem está cumprindo o seu papel. O juiz Sérgio Moro convocou o ex-presidente para uma audiência e Lula disse cobras e lagartos. O juiz ainda concedeu privilégios ao recomendar aos agentes da PF que Lula fosse transportado em condução descaracterizada, ou seja, em carro comum e não as viaturas da Polícia Federal. Algemas, nem pensar. A tomada de seu depoimento ocorreu em sala especial no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. E não em Curitiba, Paraná, como ocorreu com os outros.
Apesar de todo esse respeito, toda essa consideração de Sérgio Moro, o que fez o ex-presidente. Fez-se de vítima. E convocou partidários à reação. Está propondo a luta social com o “nós e as elites”. E isto é crime de traição à nação. O que o Ministério Público está querendo é apurar a ação dos corruptos e colocá-los no lugar que merecem: a cadeia. O Lula, isto sim, precisa explicar como amealhou (e também os filhos) tanto dinheiro. O trabalhador comum rala, rala e não sai do buraco.
O triplex e o sítio são de uma suntuosidade digna das “elites” dos senhores de engenho, do café, da borracha e dos donos das empreiteiras. Como um obreiro chegou às “elites”? São perguntas que não querem calar o povão. Justamente àquele que confiou num líder sindical que prometeu criar um partido que fosse diferente dos demais. E levou consigo nomes dignos, professores renomados, que acreditaram nas promessas de um operário do ABC, em São Paulo.
E certas fontes manifestam que se for aberta a caixa preta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aí mesmo que a vaca vai pro brejo. O escândalo da Petrobrás será fichinha. O que veio a público já estarreceu os empresários brasileiros. Como foi o caso da construção de um porto invejável em Cuba, quando os exportadores patrícios reclamam da necessidade de modernização e construção de portos na orla marítima brasileira.
O agronegócio reclama da condição precária dos portos nacionais. E pensar que ele é o único que mantém o PIB (Produto Interno Bruto) vivo neste País! O governo cubano como o venezuelano e boliviano são partidários do calote. E o bicho pega quanto tem um governo que costuma comer no mesmo prato. Os brasileiros que pagam impostos (altos por sinal) estão pagando a conta, com certeza.
Lula, de povão não tem nada. Só conversa pra boi dormir. E ainda há “boi” que acredita nas suas mentiras ou na sua enganação. O cara mora em lugar de luxo, para poucos privilegiados. Come nos melhores restaurantes. Usa corte inglês em seus ternos. E ainda tenta desqualificar as pessoas de bem, aqueles que tentam remover o Brasil da linha de fogo da corrupção sem precedentes na história!
Sua sucessora levou o País para o brejo. O País, que já se orgulhou do Plano Real, passa por uma crise moral e econômica. Vive uma recessão como nunca, a pior dos últimos 25 anos. O desemprego toma conta. É rebaixado como aluno que não faz o dever de casa. O pior: gasta mais do que sua receita. E gasta mal. Não promove nenhum ajuste fiscal. As supostas 30 milhões de pessoas que tiveram inclusão social praticamente voltaram ao fundo do povo.
Em resumo: vive-se uma incompetência governamental como nunca. Algo tem que ser feito.

(Wandell Seixas é jornalista)


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