Como nossa maneira de agir contribui para nosso ambiente profissional
Redação DM
Publicado em 20 de maio de 2016 às 02:18 | Atualizado há 10 anos
“O bom líder é aquele que é capaz de atingir a sua sensibilidade sem impedir o seu brilho”.
John Maxwell
Estudar motivação e comportamento é sempre uma busca de respostas para perguntas complexas à respeito da nossa natureza humana.
Quando reconhecemos a importância do elemento humano nas organizações em que trabalhamos, passamos a compreender melhor este comportamento e verificamos que não podemos ficar apenas nos “porquês” dos comportamentos passados, mas, em até certo ponto, conhecê-los vai nos ajudar a predizer como mudá-los, ou até, controlarmos os comportamentos futuros.
Todo comportamento é fundamentalmente orientado por nossos objetivos. Em outras palavras, nosso comportamento é geralmente motivado por um desejo de atingir algum objetivo. Este objetivo específico nem sempre é conscientemente conhecido pelos indivíduos.
A grande maioria das pessoas, muitas vezes, perguntam: Porque fiz isso? E a razão para nossas ações nem sempre é aparente para a mente consciente. Nossos impulsos motivam padrões distintos de comportamento individual (personalidade). Em grande parte, inconsciente e, portanto, não facilmente suscetíveis de exames e claro, de uma avaliação.
Sigmundo Freud(Médico Neurologista, Criador da Psicanálise), foi o primeiro a reconhecer a importância da motivação inconsciente. Acreditava que as pessoas nem sempre estavam cientes de tudo aquilo que desejavam e, por isso, grande parte do comportamento é influenciada por necessidades e motivos inconscientes. A realidade da sua pesquisa, convenceu-o, de que, seria possível fazer uma analogia entre a motivação da maioria das pessoas e a estrutura de um iceberg. Para ele uma parte importante da nossa motivação está abaixo da superfície deste iceberg; e nem sempre podemos vê-la.
Portanto, muitas vezes apenas uma pequena parte da motivação é claramente visível para os indivíduos. Isso é devido à ausência de esforço dos indivíduos para a obtenção de auto-conhecimento. Entretanto, mesmo com auxílio especializado – por exemplo, de psicoterapeutas, a compreensão de si mesmo pode ser um processo difícil, com até diferentes graus de êxito.
Sabemos que a unidade básica do comportamento é uma “atividade”. Na realidade, todo comportamento é uma séria de atividades. Nós como seres humanos, estamos sempre fazendo alguma coisa: andar, falar, comer, dormir, trabalhar e assim por diante. Em alguns casos, estamos realizando mais de uma atividade de cada vez – por exemplo: falar com alguém, ao mesmo tempo em que andamos na rua. A qualquer momento considerado, podemos decidir em mudar esta ação, e começarmos a fazer outra coisa. Isso até nos desperta perguntas importantes: Por que é que uma pessoa realiza uma atividade e não outra? Por que é que ela muda de atividade? Como é que os administradores, podem compreender, ou até predizer e controlar a atividade ou atividades que uma pessoa pode realizar em determinado momento? Para respondermos às estas perguntas, os administradores precisam saber quais os motivos ou quais as necessidades que provocaram determinadas ações, e em determinados momentos.
Agora, as palavras de ordem são: “Motivos” e “Objetivos”. A maioria das pessoas diferem não apenas em sua capacidade, mas também, em sua “vontade” ou “ motivação”. Sim! A motivação de uma pessoa depende da força de seus motivos. Os motivos são às vezes definidos como necessidades, desejos ou impulsos no interior do indivíduo. Eles são dirigidos para objetivos, e estes, podem ser conscientes ou inconscientes.
Os motivos são os “porquês” do nosso comportamento. Excitam e mantêm a atividade e determinam a direção geral do comportamento de um indivíduo. São as molas da ação.
Quanto aos objetivos, eles estão fora dos indivíduos. São indicados como prêmios, até “esperados” para os quais os motivos se dirigem. Tais objetivos são frequentemente denominados incentivos pelos psicólogos. Entretanto, prefiro não usar esse termo, pois, em nossa sociedade, muitas pessoas tendem a identificar esses incentivos como prêmios financeiros tangíveis – exemplo, um maior salário – embora, quase todos nós admitamos que há muitos prêmios intangíveis, como os elogios, ou poder, igualmente importantes para despertar o comportamento.
Para tanto, os administradores que conseguem motivar os seus funcionários, muitas vezes estão dando um ambiente em que os objetivos adequados (incentivos) estão disponíveis para a satisfação das necessidades.
E de onde vem esta força motivadora? Já disse que os motivos, ou necessidades, são as razões subjacentes ao comportamento. Todo indivíduo tem muitas centenas de necessidades. E estas necessidades competem pelo seu comportamento. Mas, o que é então, que determina qual destes motivos a pessoa tentará satisfazer através de sua atividade diária? Simples: as tendências que levam para uma redução da força de um motivo, caso ele vier a ser satisfeito, ou, se este, mesmo, for bloqueado.
Esse comportamento necessário para vencer a dificuldade pode ser bem racional. Pode ser que esta pessoa faça várias tentativas em uma direção, antes de passar por outra direção.
Embora as expectativas sejam o termo técnico usados pelos psicólogos, refere-se diretamente à soma das experiências passadas. E elas podem ser reais ou indiretas. Quando digo experiências indiretas, elas decorrem de fontes que a pessoa considera legítimas – exemplo : pais, grupos de colegas, professores , livros e revistas.
Sustentamos por isso que, o comportamento de um indivíduo em determinado momento, é determinado, usualmente, por suas necessidades mais intensas. Por isso, para nós administradores, parece significativo ter certa compreensão das necessidades que comumente, são as mais importantes para as pessoas.
Maslow(Psicólogo Americano – Hierarquia de Maslow), apresentou um esquema interessante para explicar a força de algumas necessidades. Segundo ele, parece haver uma hierarquia em que se organizam as necessidades humanas(fisiológicas, segurança, social, estima e auto-realização).
Paradigma Trabalhista: O que realmente os funcionários desejam de seus empregos? Pesquisas e mais pesquisas interessantes foram realizadas entre empregados na indústria norte- americana no século passado numa tentativa de responder a esta pergunta.
Num destes estudos, os supervisores deveriam tentar colocar-se no lugar dos funcionários, colocando em ordem de importância uma série de itens que descreveriam coisas que eles pudessem desejar de seus empregos. Era acentuado que, ao ordenar os itens, os supervisores não deveriam pensar nas funções de que desejavam, mas sim, daquilo que os funcionários desejariam. Ou seja, vestiram a pele do cordeiro por um momento!
O resultado? Os supervisores classificaram: bons salários, segurança no emprego, promoções e boas condições de trabalho como as coisas que os funcionários mais desejavam de seus empregos. Por outro lado, os funcionários sentiam que o que mais desejavam era uma apreciação integral do trabalho feito, sentirem-se “por dentro”, das coisas, a compreensão dos seus problemas pessoais, isto é, incentivos que parecem diferentes dos dias atuais. Traduzindo em miúdos: Sociabilidade e Reconhecimento.
Simples, não! E vamos à luta!
(Cezar Tadeu S. Veiga, bacharel em Administração de Empresas, docente universitário e especialista em Gestão de Pessoas. Site: www.formador.com.br – 99063173 e 99080218)