Brasil

Criminosos ameaçam a soberania nacional!

Redação DM

Publicado em 14 de outubro de 2015 às 00:18 | Atualizado há 11 anos

Soberania é a propriedade que tem um Estado de ser uma ordem suprema que não deve sua validade a nenhuma outra ordem superior, define Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Será que vivemos num País soberano? Será que o governo brasileira está tendo o domínio da ordem no Brasil? Lamentavelmente, não é isso que temos visto. Pelo contrário, temos presenciado parte do território nacional dominado pelas facções criminosas. O exemplo mais chocante, é a cidade do Rio de Janeiro, cartão-postal do Brasil. Naquela bela metrópole, vários bairros são controlados pelos bandidos, e ninguém entra sem autorização dos marginais, com exceção dos moradores que ali vivem subjugados, e da polícia que entra à força, sendo na maioria das vezes é recebida a bala. Desses lamentáveis e previsíveis confrontos, entre o Estado e os criminosos, infelizmente, pessoas inocentes são vitimadas por balas perdidas.

O governo do Rio de Janeiro, na tentativa desesperada de conter o avanço das facções criminosas, criou e instalou as Unidades de Polícia Pacificadora, com o propósito de afastar os bandidos e assumir o controle das áreas dominadas. E, em seguida, implantar a Polícia comunitária ou Polícia de aproximação. A intenção do governo não poderia ser melhor. Porém, por absoluta falta de efetivo policial e meios, o projeto não está sendo eficaz. As UPPs, como são chamadas, agora estão sendo atacadas pelos bandidos, policiais estão sendo assassinados, e os moradores coagidos pelos marginais, se colocam contra os policiais, ao ponto desses profissionais não desejarem trabalhar naquelas localidades. Se a proposta é a criação de uma Polícia comunitária ou de aproximação, como dizem, é preciso preparar os dois lados envolvidos, a sociedade e os policiais militares. A instrução e a orientação para esse novo modelo de polícia, tem que ser ministrada para todos os envolvidos, sem preconceito e discriminação.

Não estamos acusando e nem defendendo ninguém, não temos procuração para isso, estamos apenas expressando o nosso ponto de vista sobre o assunto. Não dá mais para ficarmos calados diante do recrudescimento da violência e da criminalidade, no País. Estamos vivendo em guerra, são mais de 60.000 assassinatos por ano, sem falarmos noutros tipos de crimes. Mesmo com essa consciência, as autoridades quando tratam do assunto, na maioria das vezes, culpam às polícias pelo despreparo e violência dos policiais. Se esquecem que esses profissionais são adredemente selecionados e preparados para lidarem com todo tipo de gente, independente da posição social, do grau de instrução e do poder econômico. Não estamos falando que os policiais não eram, estamos apenas afirmando que para trabalharem na sociedade brasileira, eles estão bem preparados e comprometidos com a missão, com a paz e com a soberania nacional.

Se o Brasil quiser se livrar das ameças à soberania, é necessário que os brasileiros parem e pensem sobre a situação que vivemos e exijam dos Poderes que adotem medidas capazes de combater os criminosos e eliminar as causas que alimentam a violência e a criminalidade. Esta situação não é para ser combatida com ações pontuais, desse ou daquele governo. Se assim continuarem agindo, vão desgastar os órgãos de segurança pública, reduzir as esperanças do povo e retardar a solução do problema. O governo tem a obrigação de assegurar a vida e a integridade física da população, custe o que custar. E para isso, é necessário mobilizar as forças do País, com a maior brevidade possível, sob pena de termos uma democracia sem liberdade, uma soberania ameaçada e um País dividido, entre o bem e o mal.

 

(Gercy Joaquim Camêlo, governador do Rotary International, Distrito 4530, Gestão 2012/2013)


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