Brasil

Diante da multidão

Redação DM

Publicado em 27 de junho de 2017 às 04:32 | Atualizado há 9 anos

“E Jesus, vendo a multidão,subiu a um monte…”
— (Mateus, 5.1)

O pro­ce­di­men­to dos ho­mens cul­tos pa­ra com o po­vo ex­pe­ri­men­ta­rá ele­va­ção cres­cen­te à me­di­da que o Evan­ge­lho se es­ten­da nos co­ra­ções.

In­fe­liz­men­te, até ago­ra, ra­ra­men­te a mul­ti­dão tem en­con­tra­do, por par­te das gran­des per­so­na­li­da­des hu­ma­nas, o tra­ta­men­to a que faz jus.

Mui­tos so­bem ao mon­te da au­to­ri­da­de e da for­tu­na, da in­te­li­gên­cia e do po­der, mas sim­ples­men­te pa­ra hu­mi­lhá-la ou es­que­cê-la de­pois.

Sa­cer­do­tes inú­me­ros en­ri­que­cem-se de sa­ber e bus­cam sub­ju­gá-la a seu ta­lan­te.

Po­lí­ti­cos as­tu­cio­sos ex­plo­ram-lhe as pai­xões em pro­vei­to pró­prio.

Ti­ra­nos dis­far­ça­dos em con­du­to­res en­ve­ne­nam-lhe a al­ma e ar­ro­jam-na ao des­pe­nha­dei­ro da des­tru­i­ção, à ma­nei­ra dos al­go­zes de re­ba­nho que apar­tam as re­ses pa­ra o ma­ta­dou­ro.

Ju­í­zes me­nos pre­pa­ra­dos pa­ra a dig­ni­da­de das fun­ções que exer­cem, con­fun­dem-lhe o ra­ci­o­cí­nio.

Ad­mi­nis­tra­do­res me­nos es­cru­pu­lo­sos ar­re­gi­men­tam-lhe as ex­pres­sões nu­mé­ri­cas pa­ra a cri­a­ção de efei­tos con­trá­rios ao pro­gres­so.

Em to­dos os tem­pos, ve­mos o tra­ba­lho dos le­gí­ti­mos mis­si­o­ná­rios do bem pre­ju­di­ca­do pe­la ig­no­rân­cia que es­ta­be­le­ce per­tur­ba­ções e es­pan­ta­lhos pa­ra a mas­sa po­pu­lar.

En­tre­tan­to, pa­ra a co­mu­ni­da­de dos apren­di­zes do Evan­ge­lho, em qual­quer cli­ma da fé, o pa­drão de Je­sus bri­lha so­be­ra­no. Ven­do a mul­ti­dão, o Mes­tre so­be a um mon­te e co­me­ça a en­si­nar…

É im­pres­cin­dí­vel em­pe­nhar as nos­sas ener­gi­as, a ser­vi­ço da edu­ca­ção. Aju­de­mos o po­vo a pen­sar, a cres­cer e a apri­mo­rar-se.

Au­xi­li­ar a to­dos pa­ra que to­dos se be­ne­fi­ci­em e se ele­vem, tan­to quan­to nós de­se­ja­mos me­lho­ria e pros­pe­ri­da­de pa­ra nós mes­mos, cons­ti­tui pa­ra nós a fe­li­ci­da­de re­al e in­dis­cu­tí­vel.

Ao les­te e ao oes­te, ao nor­te e ao sul da nos­sa in­di­vi­dua­li­da­de, mo­vi­men­tam-se mi­lha­res de cri­a­tu­ras, em po­si­ção in­fe­ri­or à nos­sa.

Es­ten­da­mos os bra­ços, alon­gue­mos o co­ra­ção e ir­ra­die­mos en­ten­di­men­to, fra­ter­ni­da­de e sim­pa­tia, aju­dan­do-as sem con­di­ções.

Quan­do o cris­tão pro­nun­cia as sa­gra­das pa­la­vras “Pai Nos­so”, es­tá re­co­nhe­cen­do não so­men­te a Pa­ter­ni­da­de de Deus, mas acei­tan­do tam­bém por sua fa­mí­lia a Hu­ma­ni­da­de in­tei­ra.

 

(Emmanuel, espírito, pela psicografia de Francisco,Cândido Xavier, em 1956)


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