Dicas de insegurança para casas vazias
Redação DM
Publicado em 11 de novembro de 2015 às 21:39 | Atualizado há 11 anosSempre que o chamado período de férias escolares se inicia e com ele as prováveis viagens familiares, a televisão e outros meios de imprensa entulham seus espaços com mensagens oriundas de especialistas sobre como se precaver da visita dos amigos do alheio.
Os conselhos vão desde a “lâmpada acesa” ou “lâmpada pré-programada no temporizador” até a contratação de empresas de vigilância, passando por vizinhos e parentes visitando a residência.
É indiscutível que casas vazias por longos períodos são um alvo fácil, um chamariz, como também não se pode negar que tais imprecações são válidas, entretanto, há um porém, por vezes desconsiderado pelas autoridades: as dicas, conselhos e cuidados são vistos por todos, cidadãos de bem e os outros, interessados em burlá-las.
Desta maneira, é possível pensar que as estratégias propagandeadas de prevenção contra os furtos, apenas mostram aos meliantes a melhor forma de “trabalharem”, parece que o objetivo não é realmente evitar o mal, mas somente ocupar o tempo das pessoas.
Quem viaja ou o pretende, já está viajado o suficiente para saber quais os riscos que envolvem sua ausência e certamente, não precisará ouvir as artimanhas de um estranho para proteger seu patrimônio, principalmente se estes procedimentos são de conhecimento público.
Qual ladrão, orgulhoso de sua função, irá recuar diante de uma casa, sabidamente vazia, mas iluminada sempre no mesmo cômodo todas as noites? Decerto os há, mas são tão poucos e tão incapazes que nem se prestam a estatísticas.
Os apetrechos mais sofisticados de segurança são para o bolso de poucos – câmeras, vigias armados, rondas noturnas – então o que fazer?
Uma saída simples e relativamente pouco onerosa são os seguros residenciais, eles cobrem quase tudo e são de fácil contratação, não previnem o ato, entretanto detém um prejuízo material maior.
Se ainda assim, não for viável realizar a cobertura securitória do imóvel, tranque bem as portas, acenda a luz da cozinha (programando para desligar durante o dia ou pedindo para um vizinho desligá-la), peça ou pague para alguém dormir no seu quarto de casal toda noite, compre um cachorro (não esqueça de deixar alguém para alimentá-lo) e viaje tranquilo.
Existem coisas que não podem ser evitadas, portanto, quando ouvir os tais conselhos de especialistas, pense mais na viagem que na volta dela e divirta-se.
(Olisomar Pires – olisoblog.com / escritor)