Brasil

Dilma fica ou Dilma vai?

Redação DM

Publicado em 9 de dezembro de 2015 às 21:54 | Atualizado há 11 anos

A coisa corre de boca em boca, pelo Brasil todo.

Fiz uma enquete.

Minha esposa:

– Coitada da Dilma, estou com dó dela!

Minha vizinha:

– Ela não é boa administradora! Sou a favor do impeachment!

Minha colega de trabalho:

– Ah! Não sei, estou na dúvida!

Uma profissional , graduada, da área de saúde:

– Sou radicalmente contra o impeachment! Acho que é antidemocrático! É um golpe da direita! Se houver passeata, vou prá rua para fazer manifestação!

Uma médica:

– Estou indecisa! Acho que se tirá-la, os problemas não vão ser resolvidos do mesmo jeito. Acho que o Brasil está de um jeito tal que vai precisar de uns dez anos para ele voltar a crescer.

Um funcionário público:

– Vai trocar seis por meia dúzia! Não vai resolver nada É melhor deixar a Dilma terminar o mandato dela!

Um comerciante:

– Acho que a Dilma não deve ser tirada nesse momento. Devemos deixá-la até o fim de seu mandato!

Um jovem, daqueles que não sai do facebook:

– Eu acho que a Dilma “tem que cair fora”! Tem que mudar tudo nesse país!

Os partidos políticos: PCdoB, PDT, PMDB, PP, PR, Pros, PSD, PRB, Rede, PSOL e PT são contra o impeachment. Já o PSDB, DEM, PPS, PSC, SD e PSTU são a favor.

Já alguns ministros do Supremo Tribunal Federal se posicionam contra a retirada dos processos de pedidos de impeachment.

Enfim, a celeuma está estabelecida.

A nossa  presidenta é uma boa técnica, mas seu discurso é uma lástima! Por isso não é plenamente convincente quando fala em sua própria defesa. Eu acho, particularmente, que o Brasil é maior do que a Lei de Responsabilidade Fiscal. Todas as leis foram feitas para o Brasil, ou seja, para o seu benefício. Quando a aplicação de uma determinada lei, num país, num dado momento político, social e econômico, delicados, atuar contra esse país, o bom senso nos manda ignorá-la e perdoar o transgressor. Tomar uma atitude que vá contra o país, com base numa determinada lei, é como se a criatura se voltasse contra o seu criador.

De carona na infração contra a Lei de Responsabilidade Fiscal , seguem outros motivos colocados por alguns políticos, se referindo à abuso de poder econômico e uso de dinheiro ilícito em campanha. Ora, qual é o Governo que não abusa de poder econômico? Qual o Governo que não usou dinheiro ilícito na campanha?

Dilma precisou “maquiar” os relatórios contábeis para atender ao Sistema. Temos que olhar a intenção maior dela, que foi a de arrumar recursos para continuidade dos programas sociais. Estes promovem ela, Lula e PT, sem dúvida,mas, acima de tudo, atendem  a porção carente de nossa população, que é muito grande.

Quanto à infração contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, acho que devemos “congelar o crime”, por enquanto, se é que podemos dizer assim, e darmos a ela um prazo para que “melhore as coisas”: um ano, por exemplo. Se no final de dezembro de 2016, “as coisas” tiverem, pelo menos, um pouquinho melhores, então daríamos a ela, como indulto de natal, o perdão pelo crime, e “bola prá frente”! Mas, ao contrário, se no fim desse prazo, não tiver melhorado em nada a situação, ou se tiver piorado ainda mais, então pediríamos o impeachment.

 

(José Maria Moreno, odontólogo aposentado e servidor público municipal –  E-mail: [email protected])

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