Brasil

Goiás tem jeito, sim!

Redação DM

Publicado em 5 de outubro de 2018 às 22:43 | Atualizado há 8 anos

A ca­bi­ne in­de­vas­sá­vel do TSE, o Tri­bu­nal Su­pe­ri­or Elei­to­ral, se­rá aber­ta, nes­te do­min­go, às 8h. O elei­tor e sua con­sci­ên­cia en­tra­rão em di­á­lo­go. O en­cer­ra­men­to da vo­ta­ção ocor­re­rá às 17h. Os in­di­ca­do­res eco­nô­mi­cos do Bra­sil apon­tam o pi­or de­sem­pe­nho dos úl­ti­mos 100 anos. Um com­pa­ra­ti­vo com a tra­gé­dia eco­nô­mi­ca e so­ci­al da dé­ca­da per­di­da. Quem se re­cor­da? 1980.

Não há al­ter­na­ti­va. Pa­ra evi­tar que o bar­co do de­sen­vol­vi­men­to nau­fra­gue é pre­ci­so ou­sa­das mu­dan­ças. Mi­chel Te­mer é o sím­bo­lo do de­sas­tre. Bas­ta ana­li­sar o qua­dro do de­sem­pre­go. Do mer­ca­do de tra­ba­lho in­for­mal. O per­cen­tu­al da po­pu­la­ção em si­tu­a­ção de vul­ne­ra­bi­li­da­de ex­ter­na. A ta­xa do PIB. O Pro­du­to In­ter­no Bru­to. So­ma de to­das as ri­que­zas pro­du­zi­das no Pa­ís.

O Es­ta­do de­ve­ria ser en­xu­to. É um ma­mu­te. Um mas­to­don­te. Ser­vi­do­res ina­mo­ví­veis. Sem pro­du­ti­vi­da­de. Bem lon­ge da ló­gi­ca do mer­ca­do, que pre­mia a me­ri­to­cra­cia. Com sa­lá­ri­os es­tra­tos­fé­ri­cos, pen­du­ri­ca­lhos exor­bi­tan­tes. Nos três po­de­res da Re­pú­bli­ca. Exe­cu­ti­vo, Le­gis-la­ti­vo e Ju­di­ci­á­rio. Além dos in­te­gran­tes das côr­tes de con­tas e do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co. Mi­lha­res.

Ca­pi­tal & tra­ba­lho, que pro­du­zem a ri­que­za na­ci­o­nal, não su­por­tam a car­ga de im­pos­tos pa­ra ali­men­tar um ele­fan­te bran­co. Re­cur­sos fi­nan­cei­ros do erá­rio não so­bram pa­ra in­ves­ti­men­tos em in­fra­es­tru­tu­ra, Sa­ú­de, Edu­ca­ção e Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca. Os pre­ju­í­zos ca­em sem­pre pa­ra os em­pre­sá­rios, os tra­ba­lha­do­res, as clas­ses mé­di­as. Daí a gra­ve cri­se que gras­sa o te­ci­do so­ci­al.

O Tem­po No­vo, com o seu mo­de­lo eco­nô­mi­co, as su­as re­cei­tas ul­tra­pas­sa­das, de pa­tri­mo¬nia-lis­mo, cul­tu­ra na­da re­pu­bli­ca­na, exau­riu-se. Ele che­gou ao fim. De for­ma me­lan­có­li­ca.  Com pri­sões e des­mo­ra­li­za­ção po­lí­ti­ca. Dis­tan­te da éti­ca e da mo­der­ni­da­de. O cam­po es­tá aber­to. Um no­vo ama­nhã é pos­sí­vel, sim. So­nhos, acre­di­te ne­les! A mu­dan­ça de­pen­de de vo­cê dia 7.

 

(Her­mes Tral­di, en­ge­nhei­ro ci­vil, pro­du­tor ru­ral, ho­mem do mer­ca­do, de idei­as li­be­ra­is e um adep­to fi­el da Es­co­la Aus­trí­a­ca de Eco­no­mia)

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