Brasil

Ideologias dissonantes

Redação DM

Publicado em 27 de novembro de 2015 às 21:51 | Atualizado há 11 anos

Vivemos em um mundo em que tudo é posto e nada é proposto, somos obrigados a aceitar fórmulas prontas, vindas de ideologias contaminadas.

Vivemos há muito tempo um empobrecimento de valores em que líderes ditatoriais criam novas fórmulas para se manter no poder, aproveitando-se das desigualdades nos meios de comunicação, de intolerâncias econômicas, religiosas, culturais e várias outras formas de imposição de ideias.

O auto interesse faz com que possam criar ou extinguir leis, tudo feito a toque de caixa, pouco se discute, não cabe a nós, seres fora do olimpo, colocar tais autoridades em cheque, pois suas imunidades estão descritas em papiros que transpuseram a história da humanidade.

Sua intolerância criou genocídios, os quais se perpetuam em mentes doentes, em um controle centralizado e centralizador, o que mais podemos esperar de ideias distorcidas e que se multiplicam ao longo dos séculos.

Tudo isso imposto por esquemas de dominação. Como Hitler fez com os alemães. Todos sabiam do que acontecia, mas fingiam não ver, a mídia que era usada por Paul Joseph Goebbels, que era o responsável pela propaganda nazista.

Goebbels fazia filmes para disseminar as ideologias de Hitler, levando o mal em grande escala, adoecendo mentalmente a todos de forma sistêmica, muito acima do senso comum, controlando mentalmente as pessoas, causando grande histeria.

Mas, com o fim da guerra, os americanos usaram a mesma estratégia, obrigavam os alemães a visitar campos de concentração para conhecer os horrores que eles fingiam não ver, e foram além, filmaram toda aquela maldade e colocavam nos cinemas, onde todos eram obrigados a ver em troca de bônus para serem trocados por comida.

Indivíduos egocêntricos disseminam a corrupção como algo comum, que não faz mal a ninguém. Empresários sonegam e ainda contam vantagem a seus clientes. Parte disso é de responsabilidade daqueles que criam cargas de impostos excessivos, e o jeitinho sempre se agrega àqueles que estão com o senso moral contaminado.

Surgindo cada vez mais novos conceitos psicológicos, sociais, morais, que levam as pessoas por novos caminhos, criando patologias sociais que facilitam com que esses líderes doentes possam agregar suas ideias ao cotidiano das pessoas.

E todos passam a aceitar erros e desvios, não vendo como errado o que é amoral. O que precisamos é abrir nossa mente para uma nova percepção, remodelando nossa personalidade que foi corrompida através dos séculos.

Devemos fugir desses psicopatas ideológicos, buscando a preservação do nosso campo mental, e continuando a evolução da espécie.

É bem mais fácil convencer uma multidão dos nossos pensamentos do que convencer um só indivíduo. A massa vira máquina de manobra que perpetua os agentes do destino em suas ações maquiavélicas, pois uma vez estando lá não conseguem mais viver fora do grupo.

O grupo é coeso, mantém sua própria alternância no poder, sendo o próprio corpo social o responsável por seus carrascos. Ninguém toma o poder se não tem pretensões de criar seu próprio mundo.

A sede de poder pode destruir o destino de toda uma nação, basta voltarmos os olhos para obsessores que entraram para a história da humanidade. Além de Hitler, também tivemos Stalin, ao qual o único objetivo era o poder.

Stalin mandou executar dentro de um ano e meio oitocentos mil russos no grande expurgo, sua ideia era destruir tudo para depois reconstruir.

O que importa na verdade é buscarmos por um senso comum, que traga inovações mentais coletivas. E lembrarmos que somos seres pensantes, temos que criar ideias próprias a despeito do que vivemos, para que na hora de tomarmos qualquer decisão possamos fazer de forma consciente, e levar em conta as futuras consequências. Chega de regime de ditadura mental. E busquemos juntos saídas possíveis para solução de problemas comuns.

 

(Paulo César de Castro Gomes, formado em Direito pela Universidade Salgado de Oliveira Goiânia, pós-graduado em docência universitária pela Universidade Salgado de Oliveira Goiânia, pós-graduando em Criminologia e Segurança Publica UFG)

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