Brasil

Morro abaixo

Redação DM

Publicado em 3 de março de 2016 às 00:00 | Atualizado há 10 anos

Qualquer pessoa minimamente instruída e razoavelmente informada dos fatos já  se deu conta que, do jeito que vai, o Brasil, não demora, despenca no caos econômico e social. Medidas urgentes e corajosas – “impopulares” no bom português – impõem-se à nação para que o País consiga desviar-se do rumo trágico que tomou nos últimos tempos. A dívida pública aumenta perigosamente e a alta velocidade de sua expansão é um dado que há muito deveria ter acendido a luz de advertência dentro do Planalto. Para enfrentar essa e outras questões, como a inflação (por exemplo), mister que o País produza superávits primários convincentes, mas o que fazem os gênios de Brasília? Da mesma forma que um desavisado trata, eventualmente, pneumonia com aspirina, o Planalto propõe atacar o desarranjo das contas públicas prevendo, por exemplo, a suspensão de novas desonerações, também do aumento de despesas de custeio,  assim como a suspensão da realização de concursos e criação (!) de novos cargos públicos. Parece piada que, ante o andar da carruagem, estas medidas (óbvias!) ainda não tenham sido tomadas. A suspensão da concessão de aumentos reais ao salário mínimo – num contexto extremo como o atual em que o desemprego é galopante – é uma das medidas que foram postergadas  para o “último caso”.  Em paralelo, para dar alguma satisfação à sociedade, o ministro da Fazenda acena com o contingenciamento de R$ 23,4 bilhões, valor claramente insuficiente para sequer dar conta do aumento do SM deste ano, que vai custar a bagatela de R$ 30,2 bilhões aos cofres públicos. O governo do PT é covarde;  tem medo de enfrentar os desafios do momento da forma  corajosa como deveria, porque é refém de um discurso populista e demagógico;  prisioneiro de uma militância que sempre se notabilizou por desprezar a boa aritmética, com um discurso de “conquistas trabalhistas” e “justiça social”.  Com essa mentalidade, é Brasil de morro abaixo. Quem viver, verá.

(Silvio Natal, via e-mail)


 

Acarajé pode pegar o Lula

Quem disse que a segunda-feira sempre é ruim! Esta de 22 de fevereiro se é explosiva para o PT, muito boa pode ser para sociedade brasileira, já que a deflagrada 23ª etapa da Operação Lava Jato, esta denominada de “Acarajé”, pode desvendar mais rapidamente quem são os cabeças, ou o “Pai” desta máfia, que nesta era petista determinava os superfaturamentos regados a propina nas nossas estatais. Importante  que agora a Polícia Federal aponte, mediante provas robustas, “o possível envolvimento do Lula em práticas criminosas”. E que somente para a construção do Instituto Lula, a Odebrecht deu de bandeja R$ 12,4 milhões… E nesta megaoperação Acarajé, dentre dezenas de mandados de busca e apreensão, e prisões preventivas, um nome com prisão decretada certamente faz tremer as hostes petistas, como do marqueteiro João Santana, já que ele recebeu  os valores de seus serviços prestados nas campanhas eleitorais de Lula e Dilma, em contas no exterior, através da Odebrecht, diga-se, também devidamente detalhada pela PF. Ou seja, a farsa do Lula, de que nunca soube de nada sobre este lamaçal produzido em seu próprio governo, está chegando ao fim, assim como provavelmente a sua carreira política. E porque não também o mandato da Dilma, já que, com esta 23ª fase da operação, que chega ao coração do Planalto, o movimento pró-impeachment pode ressuscitar mais forte ainda… E para a sociedade brasileira é um sopro de esperança de ver atores desta corrupção nos próximos meses mofando na cadeia…

(Paulo Panossian, via e-mail)


 

Classificação de riscos

Economista e com mestrado e doutorado no exterior, é comum nos reunirmos com os colegas pelo menos uma vez por ano. Então estou presente tanto aqui como lá fora. Quando o Brasil ganhou grau de investimento em 2008, fui alvo de chacotas pelos colegas porque eles não viam nos nossos fundamentos motivos para tanto. Não tinha como contestá-los, pois realmente nada era defensável. Aventaram até a possibilidade de as agências de risco terem recebido propina. E não deixa de fazer sentido, pois com o Brasil quebrado não temos de onde tirar para praticar tais atos se é que existiram. Mas que faz sentido faz, porque estamos na mesma situação econômica do governo Sarney. Falta pouco para uma moratória. Mas pelo menos não sofro mais gozações.

(Paulo Henrique Coimbra de Oliveira, via e-mail)


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