O ministro surtou
Redação DM
Publicado em 20 de dezembro de 2016 às 01:42 | Atualizado há 2 anosRidículas as declarações do ministro do STF Gilmar Mendes sobre a decisão do ministro Luiz Fux, também do STF, no momento em que mandou a Câmara dos Deputados votar novamente o PL das 10 Medidas Contra a Corrupção. Extrapolou ao dizer que o ministro Fux estava voltando com o AI-5, aquele que, em 1967, suspendeu as garantias constitucionais no Brasil. Pecou ao dizer que Fux estava fazendo o que os militares não tiveram condições de fazer.Ministro Gilmar Mendes, quem realmente está tentando voltar com o AI-5 um pouquinho falsificado, é o presidente do Senado Renan Calheiros, senador, defendido ferrenhamente por V.Exª sempre que o nome dele aparece no STF.Ministro coloque lado a lado o PLS 280/2016 do Renan e o AI-5. Acorda ministro, o povo já está exigindo o fechamento do Congresso e uma mudanças no STF há muito tempo. Queremos um STF sem indicação e sim por concurso.
(Leonidas Marques, via e-mail)
Hipocrisia

Criam obstáculos a legalização dos jogos no Brasil sob a alegação que serviria a lavagem de dinheiro, mas desprezam o fato que tal legalização geraria milhares de empregos. Não existe nada melhor para lavar dinheiro do que uma “empresa” que não necessita ter contabilidade, tem imunidade tributária (Art. 150 – VI – b da CF), não sofre qualquer fiscalização, movimenta bilhões de Reais em dinheiro vivo e toda a vez que é pega em ilícitos clama pela justiça divina com seus dirigentes pregando que é perseguição.
(Claudio Juchem, via e-mail)
“Jeitinho brasileiro”

Conforme relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), o ex-ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho (PMDB – RN),acumula o subsídio de congressista, de R$ 33.763,00 com a aposentadoria da Assembléia Legislativa do RN (1970 – 1985) de R$20.257,00 dando um total de R$ 54.020,00. E mais: o secretário de Planejamento de Minas Gerais, Helvécio Magalhães, responsável pela política de atrasos e de parcelamento de salários do funcionalismo público, recebe seis remunerações diferentes do serviço público, que somam R$ 63.000,00 . Na prática mesmo, ninguém recebe mais do que o teto constitucional de R$ 33.763,00 , mas os artifícios como abonos,subsídios e outras vantagens acabam elevando os vencimentos. Em suma, os políticos brasileiros são famosos por dar um jeitinho para tudo (malandragem) ; infelizmente.
(Edgard Gobbi, via e-mail)
A voz ponderada de FHC

Em entrevista ao Estadão, FHC, preocupado com a nossa situação institucional, conjugado com a grave recessão econômica, ponderou “num momento de ânimos acirrados, as pessoas não pensam”. E questionado se seria um candidato tampão até 2018, caso o presidente Michel Temer, perca seu mandato, disse “Não sou candidato, e especulações só atrapalham o País”. Correta esta observação de FHC. Mas, deveria se dirigir a classe politica, e a membros de seu partido o PSDB, que alimentou inicialmente e de forma irresponsável esta especulação. Mas, o pior está por vir! Já que, não sabemos como que esses eleitos pelo povo devem se comportar em meio a esse turbilhão da Operação Lava-Jato, que entra na fase final das 77 delações da Odebrecht. Do quais, devem concentrar denuncias contra dezenas de políticos do nosso Parlamento, que supostamente com as propinas recebidas alavancaram suas campanhas eleitorais, ou, utilizaram para gozo próprio… E como ninguém tem bola de cristal para prever como tudo isso vai terminar, importante neste delicado momento institucional ter o ex-presidente FHC, disposto para serenar os ânimos dos que dirigem esta Nação!
(Paulo Panossian, via e-mail)