Que país é esse?
Redação DM
Publicado em 8 de janeiro de 2016 às 22:18 | Atualizado há 10 anos
“No Senado sujeira para todo lado”, e logo imaginei os desdobramentos da Operação Lava Jato. “Mas o Brasil vai ficar rico, vamos faturar um milhão, quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão”, e logo imaginei os índios perante o rio doce.
Imaginei o futuro e, como Renato Russo, me perguntei que país é esse? Mais de 30 anos, os mesmos problemas. Que país é esse? Problemas que não são de agora, que veio se desenhando, e ninguém se atentando. Fez-me refletir.
O problema é antigo, e a culpa? É minha, é sua, é cultural, é histórica. É irrisório, de certa forma, dar nome aos “bois”, como se tivéssemos chegado até aqui por culpa deste ou daquele, de esquerda ou de direita, do vermelho ou do azul.
A corrupção, que tanto nos perturba, é uma interpretação ética bastante difundida na sociedade e que envolve desde andar no acostamento. Corrupção é uma negociata, é o bom negócio para o qual não me convidaram, ou seja, eu sou absolutamente ético quando se trata de atacar negócios que não me favorece, e quando me favorece passa a ser um jeito, uma maneira.
Chegamos até aqui por um conjunto de ‘jeitinhos brasileiros’. Entre tantos pensamentos vi que o certo era mudar. E sim, me perguntei: O que posso fazer por este país? Como podemos institucionalizar a ética? Existe hoje, uma vontade de um país diferente deste. Mas tem que começar com a escola, com a não conivência da fraude escolar, e ela tem que atingir o governo.
E as pessoas que tem raiva da corrupção, que são muitas no Brasil, devem entender que é um processo estrutural e orgânico que começa na educação das crianças, sobre o que é educação.
E é por isso que devemos ter uma verdadeira reforma estrutural da sociedade, que institucionalize a ética em todos os lugares, inclusive a dos pais para com os seus próprios filhos.
Matheus Felipe da Rocha Gonçalves, graduando em Agronomia (UFG)