Raiva: a força do movimento
Redação DM
Publicado em 4 de novembro de 2015 às 00:20 | Atualizado há 11 anosQuantos de nós somos reféns da raiva que mora dentro de cada um de nós? Sabe aquele sentimento que deixa os punhos pesados, que enche o estomago de euforia e incendeia a alma? Aquele sentimento tão energizante e avassalador que corrompe a razão e nos deixa alienados capaz de qualquer coisa?
Pois é! Esse sentimento que nos consome, toda vez que sentimos raiva e somos capaz de destruir tudo que construí em um milésimo de segundo. A raiva é um dos sentimentos mais comuns é parte do nosso instinto e também um d os mais negados e difíceis de lidar. Temos o direito de sentir raiva afinal a raiva também é um sentimento, entretanto quantos de nos pensamos que esta vulneral ao sentir raiva?
Podemos pensar, que ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não é inconveniente sentir raiva, o que pode ser inconveniente é o modo como a expressamos, o que fazemos com ela.
Acreditar que expressar a raiva significa perder o controle. Pode não ser verdade. Essa crença que a raiva é prejudicial e que ela não deve ser sentida faz com nos calamos diante as insatisfações gerando consequentemente mais insatisfações.
Quantas vezes este mesmo sentimento nos possibilitou tomarmos uma decisão ou nos deu um impulso para um projeto que por muito tempo exitamos. Então para sentimos subjugados raiva quantas vezes passamos a reprimi-la da forma mais cruel possível e afastamos toda força destruidora e também toda força que constrói e ao ignorá-la guardando toda esta força nos, sobrecarregamos de grandes conflitos internos.
A dificuldade de expor ou até mesmo de reconhecer a nossa insatisfação gera uma tensão interna que tende a se acumular, uma vez que não permitimos que ela seja dissipada.
A raiva desencadeia sentimentos e comportamentos poderosos, que nos permite construir, ela tem a força de nos tirar do lugar e enfrentar os problemas de cara. Será que sabemos realmente fazer uso desse sentimento? Será que não estamos passando tempo demasiados atrás da raiva? Será até que ponto temos medo excessivo ao ponto de não percebermos o vigor e a energia que a raiva nos traz podendo nos proteger de injustiças e abusos.
Experimentar a raiva é fundamental para o processo de desenvolvimento e auto compreensão de qualquer ser humano. Claro que sem dúvida a raiva passa a ser um problema quando ela é assídua demais, intensa demasiada, ou quando dura muito levando a agressão e violência prejudicando relações interpessoais.
A raiva pode ser fundamental para detectarmos o que nos incomoda, pode nos tirar do comodismo, energiza, impulsiona e nos faz tomar ações e decisões nos quais não tomaríamos. As pessoas que aprendem a explorar e canalizar sua raiva apresenta uma perspectiva muito maior de estar bem situadas profissionalmente e, além de desfrutar de maior intimidade física e emocional com seus próximos.
A medida que conseguimos alcançar a possibilidade de expressar a agressividade e a se diferenciar, apropria-se da singularidade, reconhecer as reais sensações, sentimentos e desejos. Esse alívio se reflete diretamente no seu bem estar e na sua auto estima. Você se sentirá cada vez mais seguro para seguir adiante e viver mais honestamente as suas relações. Come&cc edil;amos, enfim, a viver.
Lembre-se: “Quando você tem raiva, você tem direito de ter raiva, mas não tem direito de ser cruel.”
Felicidade, sucesso !
(Matoso Oliveira, coach, escritor, terapeuta, head Trainner, facilitador, e palestrante – Email: [email protected] /Josanne Gonzaga, poeta com 4 livros publicados e participação em 3 antologias, coach e administradora de Empresas – E-mail [email protected])