Renato de Castro investe na qualidade dos servidores da Codego
Redação DM
Publicado em 7 de março de 2021 às 23:00 | Atualizado há 2 anos
O revezamento de opiniões é colocado em prática na Companhia de Desenvolvimento de Goiás. Por isso, quatro componentes do governo estiveram à frente da empresa. Vieram de outros órgãos, deram sua contribuição e agora estão em outros setores da administração.
Seu novo presidente, o economista Renato de Castro, tem o desafio de iniciar, tocar e concluir projetos.
A análise dos primeiros dias de ação indica que dois dos pilares serão o diálogo constante com o setor produtivo e contar com auxiliares de qualidade.
MERECIDA FAMA DE GESTOR
Depois de ser deputado estadual e vice-prefeito de Goianésia, uma das cidades-vitrines de Goiás, Renato de Castro ganhou a fama de bom gestor. Quem visita o município conclui que a notoriedade é merecida. E o povo reconhece suas realizações, pois elegeu o sucessor.
Não um sucessor qualquer: Leonardo Silva Menezes adotou dois aumentativos, um para si, outro para Castro, fez deles um nome, Leozão do Renatão, registrou-o nas urnas e saiu delas em triunfo.
Não um triunfo qualquer: os clãs rivais de quase meio século, Lage e Naves, se uniram contra o grupo político de Renato. Foram surrados juntos.
NÃO FOI ERRO, MAS VIRTUDE
Castro poderia ficar mais quatro anos na prefeitura, mas foi sabotado pela sigla em que permaneceu filiado, o MDB, na crença de que permaneceria candidato.
Levou uma facada pior que a do Bolsonaro, pois foi nas costas. O partido alegou um “erro” de Castro: ter apoiado Ronaldo Caiado para governador em 2018.
O FILHÃO DO FIÃO
As famílias de Ronaldo e Renato têm ligações políticas tradicionais.
Os pais de Renato, Lizeti Rodrigues e Manoel Castro, o Fião, educaram os filhos (Renato tem duas irmãs, Lorena e Lisandra) para fazer as coisas com correção. Naquele pleito, o correto para Renato era apoiar Ronaldo Caiado. Fião concordou. A família foi junto. E o eleitorado, também.
BISAVÔ FOI 1° PREFEITO DE GOIANÉSIA
Mas Renato não é a estreia da casa em eleições:
1) Fião, ex-vereador e presidente do Legislativo de Goianésia, é um dos mais respeitados líderes do Vale do São Patrício;
2) quando Goianésia pertencia a Jaraguá, José Carrilho Arantes, avô de Fião, representou o distrito como vereador até 1955, quando se emancipou;
3) já independente, Goianésia elegeu seu primeiro prefeito. Quem? Laurentino Rodrigues, um dos fundadores do distrito, avô de dona Lizeti.
ESTUDOU NOS EUA E EUROPA
Com os dois bisavós tendo dirigido a cidade, Renato seguiu o destino da família: administrar.
Preparou-se na prática e na teoria. Cursou Economia e estudou também nos Estados Unidos (Califórnia) e na Europa (Espanha).
A expertise gerencial de Renato de Castro começou na iniciativa privada. Investe no agronegócio. Acredita na sustentabilidade, com o reflorestamento por seringueira.

O RUIM PERTENCE AO PASSADO
Na Codego, o start de sua trajetória é manter o resgate da credibilidade da empresa — todos os escândalos na companhia foram por problemas anteriores ao atual governo.
Para o bom desempenho, conta com técnicos de alto nível já instalados ali pelo governo de Ronaldo Caiado.
Entre os servidores, o clima é de entusiamo. A advogada Flaviane Ribeiro de Freitas, mestranda em Administração Pública, há cinco meses chefia a Auditoria Interna da Codego.
Flaviane confirma que a animação é grande com a expectativa de “trabalhar ao lado de um gestor de sucesso como Renato de Castro”.
Relato de Flaviane: “Por essa inspiração, foram introduzidas as diretrizes internacionais de Auditoria. Verificou-se as não conformidades de processos do período até 2018 com o governo probo do Caiado. Estamos solicitando retificações e ressarcimentos das empresas”.
A Codego atua em conjunto com os órgãos de controle. Eventuais vícios formais são previamente sanados.
“Foi elaborado o Regulamento Disciplinar e um plano de Auditoria Interna para ser implantado com a Diretoria Executiva” narra Flaviane, “para que se coloque em prática o tão sonhado Compliance pelo nosso Governador na Codego”.
São também obras internas recentes um plano de controle interno com toda atividade de verificação sistemática de um registro, exercida de forma permanente, “consubstanciada em documento, que expresse uma ação e resultado, assegurando o fiel cumprimento à legislação e de salvaguardar os bens e recursos da Companhia, promovendo a eficiência operacional, resguardando consoante ao ordenamento brasileiro a Administração”, diz Flaviane de um fôlego só.
Na presidência de Renato de Castro, garante Flaviane, o departamento de Auditoria e Controle Interno, por ela chefiado, vai se portar conforme os três determinantes “Es”: Eficiência, Eficácia e Economicidade.