Sejamos a mudança que queremos!
Redação DM
Publicado em 21 de janeiro de 2016 às 22:32 | Atualizado há 10 anos
Estamos cansados de paliativos! Dessa história de esquerda, dessa história de Direita.
Estamos fartos de discussões vazias, raivosas, partidárias, individualistas e improdutivas. Um cara sobe na tribuna, fala durante dez minutos palavras que não são suas. Sorri um sorriso fabricado, flerta as pessoas com um olhar frio, vazio, fingindo se importar com os problemas que corroem a sociedade pelas pernas. Parabéns, você fez o dever de casa! Você é o mais perfeito produto do marketing eleitoral e eleitoreiro.
A fortuna investida pra conseguir um mandato valeu a pena! Hoje você entrou para política e nunca mais vai sair. Fica tranquilo… Se um dia enjoar de tudo o marketeiro constrói outro de você. Pode ser seu filho, seu sobrinho, sua esposa. O importante é perpetuar o sistema e não deixar que o poder caia nas mãos de pessoas erradas.
Já pensou? Imagina se um, dois, três cargos eletivos caírem nas mãos do pobre? Do povão, da ralé. Não digo o pobre que quer entrar pro esquema pra ser rico também, o que critica o política pelo simples fato de não ter tido a oportunidade no esquema, digo o pobre enojado com os esquemas escusos, com o mensalões, com os cachoeiras. Esse sim é o cara errado! O cara que atrapalha as “articulações” políticas, o que quer que a verba da saúde simplesmente vá pra saúde e a da Educação adivinha pra onde? Pra Educação! Acreditem! Esse extraterrestre não admite concessões obscuras e nem acha normal usar a verba de gabinete pra comprar dois mil reais em coxinha pelo simples fato de achar que ninguém da conta de comer tanto.
Esse cara é estranho. Como dar poder a ele? É possível até que ele venha com a conversa de representar o povo, de ajudar quem precisa, de políticas públicas e em seu estado mais grave de insanidade, pode até rejeitar dinheiro de propina.
Precisamos ser mais “Pobres Coitados”… Precisamos voltar a enxergar a simplicidade das coisas. Renato Russo já dizia: “Até bem pouco tempo atrás poderíamos mudar o mundo! Quem roubou nossa coragem?” Os discursos pessimistas precisam de um sonoro: Eu não estou nem aí!” Um “Eu não me importo se você acha isso!”
– Goiânia não tem jeito.
– Eu não concordo e não me importo com sua opinião negativa!
– Goiás nunca mais se recupera…
– Eu não estou nem aí se você acha isso!
– O Brasil já era, a corrupção é da época do Império e não vai mudar!
– Pense como quiser! Sofra calado enquanto me debato buscando soluções!
Precisamos começar agora, a mudança é cultural, é conceitual. Precisamos entender que benefícios próprios são temporários e políticas públicas para um povo são duradouras. A ficha precisa cair e devemos olhar para dentro, tentando identificar até que ponto eu contribuí para que meu País chegasse a esse ponto. Onde errei? Eu vou pras ruas bater panelas e vendo meu voto? Eu espero as eleições somente para conseguir cargos e promoções? Até que ponto vivo de esmola? A gasolina que o candidato me dá muda minha vida? Votar no cara que rouba mas faz é correto? Ser pessimista em casa resolve? Revolta na rede social é suficiente?
Vamos nos levantar! Vamos ser mais verbo! Formemos uma #correntedobem!
(Jefferson Porto, servidor do Procon Goiás)