Bela Vista de Goiás: empresário é investigado por instalar câmeras em área onde funcionárias ficavam nuas
Redação Online
Publicado em 13 de novembro de 2025 às 11:48 | Atualizado há 7 meses
A Kero Frango Alimentos, empresa responsável pelo espaço, afirmou que o ambiente não funciona como vestiário
Um empresário de Bela Vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia, passou a ser investigado após a Polícia Civil identificar câmeras instaladas no local onde funcionárias ficavam nuas e trocavam roupas. O caso veio à tona após denúncia anônima, e o proprietário foi levado para prestar esclarecimentos na quarta-feira (12/11).
O empresário prestou depoimento e foi liberado. O nome dele não foi divulgado pela Polícia Civil.
A Kero Frango Alimentos, empresa responsável pelo espaço, afirmou que o ambiente não funciona como vestiário. Segundo a companhia, trata-se de um guarda-volume destinado exclusivamente ao armazenamento de pertences pessoais.

Veja íntegra da nota emitida pela empresa Kero Frango Alimentos:
A empresa vem, por meio desta, esclarecer informações inverídicas que têm circulado nas redes sociais acerca de recente acontecimento envolvendo seu quadro de colaboradoras.
Esclarecemos que o local mencionado não se trata de vestiário, conforme vem sendo alegado, mas sim de um guarda-volume destinado exclusivamente ao armazenamento de pertences pessoais.
Algumas colaboradoras já foram devidamente advertidas quanto ao uso inadequado do referido espaço, em conformidade com as normas internas da empresa.
Cumpre informar, ainda, que as imagens relacionadas ao fato não foram divulgadas por esta empresa.
A empresa reitera seu compromisso com a transparência, a ética e o respeito à privacidade de todos os seus colaboradores, bem como com a estrita observância da legislação vigente e dos princípios que norteiam suas atividades.
Atenciosamente,
Corpo diretivo da empresa Kero Frango Alimentos
Câmeras ativas
A Polícia Civil informou que as câmeras funcionavam no instante da vistoria e estavam posicionadas de forma a captar exatamente o ponto em que as funcionárias trocavam roupas. A investigação busca identificar se mais pessoas tiveram acesso às imagens.
Fotos: Polícia Civil