Política

24 candidatos goianos assinam manifesto em defesa da educação

Redação DM

Publicado em 30 de agosto de 2022 às 13:38 | Atualizado há 4 anos

Vinte e quatro candidaturas goianas assinaram o manifesto nacional “Educação e Ciência para Reconstruir o País”, que tem como objetivo eleger uma bancada que se comprometa com a defesa de pautas ligadas à área. O manifesto surge em um contexto de “retrocesso sem precedentes nas políticas de CT&I [Ciência, Tecnologia e Inovação] no país”. O documento destaca que “o desmonte das instituições públicas, na direção do Estado mínimo, é a marca de um governo que aprofunda a agenda neoliberal e um ajuste fiscal irrealista”.

“Vamos na direção oposta dos países desenvolvidos e, ultrapassando as piores previsões, caminhamos na direção do obscurantismo, sob um governo que nega a ciência em cada um de seus atos e retrocede na formação da população”, aponta o texto.

Ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e candidato a deputado federal, Edward Madureira (PT) explica que a ideia surgiu a partir de discussões com Jerônimo Rodrigues (PSB), ex-reitor do Instituto Federal Goiano (IFG) e postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa. 

“Começamos a discutir e fomos agregando juntos, primeiro ex-reitores de universidades e institutos federais e depois ouvimos a opinião de lideranças nacionais de educação e ciência. Fizemos uma série de lives com ex-ministros, presidentes de sociedades científicas e grandes pesquisadores. Ao final, resolvemos redigir um manifesto”, conta Edward.

“Muitos pessoas foram se interessando em assinar. Então, adotamos a estratégia de que, para assinar, é preciso ser candidato. Outras pessoas ajudaram a redigir, mas queríamos o compromisso de candidatos em relação às pautas de educação e ciência”, prossegue.

Edward deixa claro que o manifesto é suprapartidário. Apesar de um predomínio de partidos de esquerda, existem políticos filiados a legendas que estão em outros lugares do espectro ideológico, como PSDB e Republicanos.

Segundo Edward, o atual governo colocou a educação em último plano, com ministros sem comprometimento. “Chegamos a um ponto em que as ameaças são tão grandes, por exemplo com a perda de cérebros para o exterior devido às bolsas que não são atrativas, que precisamos sair do lugar e colocar a nossa história e o que acreditamos em discussão”, conclui.

Estão na pauta: Autonomia Universitária; revogação da Emenda Constitucional 95; recomposição integral do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e a recuperação do Fundo Social do pré-sal com destinação para Educação, Ciência,Tecnologia e Inovação; retorno das Conferências Nacionais de Educação (CONAEs) e de Ciência, Tecnologia e Inovação; e defesa e o resgate do Plano Nacional de Educação (PNE), à luz das deliberações das CONAEs de 2010 e 2014, e da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE 2018), com a flexibilização da LRF; valorização dos profissionais da educação e, de forma especial, garantia de planos de carreira e remuneração atrativa e justa para os profissionais da educação básica.

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