A mão que socorre os vulneráveis
Redação DM
Publicado em 8 de março de 2022 às 05:20 | Atualizado há 4 anos
A coordenação das políticas sociais de Goiás está nas mãos da primeira-dama Gracinha Caiado, advogada que deu contornos sociais para a gestão atual do Estado e inspirou maior dedicação do poder público a enfrentar problemas históricos como o abandono dos kalungas e das mães, responsáveis por conduzirem suas famílias.
Coordenadora do gabinete de Políticas Sociais, Gracinha é a responsável por dar a orientação de que as ações públicas do setor devem sair do campo do assistencialismo para a emancipação e atenção dos vulneráveis a partir dos dados econômicos e sociais. A mudança na postura da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) é notável, já que a entidade passou a protagonizar verdadeiras campanhas de socorro estadual.
É uma mudança radical na história da política social no Estado, uma vez que pela primeira vez o foco das políticas é a mulher mãe de família. A maioria dos programas passa por elas, caso do “Mães de Goiás”, cuja missão institucional ajuda o Estado a sair da grave crise sanitária ao garantir recursos básicos aos mais necessitados.
O perfil proativo e engajado de Gracinha influencia o governo em todos os matizes. Em 2020, por exemplo, o governador Ronaldo Caiado sancionou a Lei n.º 20.854/20, que instituiu o selo “Empresa Amiga da Mulher”.
A certificação visa organizações que desenvolvam ações efetivas ou de apoio e incentivo à capacitação para mercado de trabalho, à valorização profissional e cuidados com a saúde do público feminino.
Mais recentemente, Gracinha foi uma das defensoras da política de denúncia de agressões contra as mulheres através de simples sinal que comunica “violência doméstica”. Mais uma vez fez campanha, debateu, foi para as ruas explicar o significado da mudança legal.
“Goiás não dialoga com agressores”, afirma a primeira dama, repetindo uma frase que décadas passadas era dita e escrita em tom de indignação e ao inverso pela jornalista Consuelo Nasser, então editora do Diário da Manhã: “Goiás é o paraíso dos agressores das mulheres”. Na época, a estrutura policial, Judiciário e a política estavam imobilizadas. Poucas vozes femininas destoavam e denunciavam as agressões da criadora do Centro de Valorização das Mulheres (Cevam).
Comida
Gracinha foi uma das articuladoras junto ao governador Ronaldo Caiado para que durante a pandemia o socorro da segurança alimentar chegasse em todos municípios. Os investimentos de mais de R$ 70 milhões chegaram a 246 municípios, independente se eram ou não parceiros do Governo de Goiás.
O melhor exemplo ocorreu no início do ano quando a primeira-dama requereu que fossem entregues 4 mil cestas básicas em Aparecida de Goiânia, município em que o prefeito, por puro interesse político, optou em rejeitar parcerias administrativas com o governador. “Sempre digo: a fome tem pressa, não dá para deixar para depois”, disse na ocasião Gracinha, ciente de que a população não tem culpa se a politicagem é ainda a inimiga número 1 das políticas sociais modernas.