Política

Adib crítica voto útil e defende Caiado: “Nenhum candidato tem tanto amor por Goiás”

Redação Online

Publicado em 3 de outubro de 2026 às 08:47 | Atualizado há 1 hora

Na véspera do primeiro turno das eleições, o ex-prefeito de Catalão e candidato a deputado estadual Adib Elias (MDB) entrou no debate sobre o chamado “voto útil” na disputa pela Presidência da República.

Aliado histórico de Ronaldo Caiado (PSD), Adib criticou a tentativa de antecipar o segundo turno a partir das pesquisas eleitorais e defendeu que os eleitores mantenham a liberdade de considerar as diferentes candidaturas que estarão nas urnas neste domingo, dia 4.

“Estão tentando fazer uma eleição que ainda não aconteceu parecer decidida. Eu conheço esse jogo. Primeiro dizem que só existem dois. Depois repetem isso tantas vezes que tentam fazer o eleitor acreditar que qualquer outra escolha é inútil. Não é. Tudo o que eles querem é que você abra mão da própria decisão para seguir a decisão que fizeram por você”, analisa.

Para o ex-prefeito, o amor por Goiás e o desempenho de Caiado à frente do governo estão entre as razões para que o eleitor goiano considere a candidatura presidencial do ex-governador.

“Absolutamente nenhum dos nomes que estão colocados tem tanto amor e compromisso com Goiás quanto Ronaldo Caiado. Nenhum. Afirmo sem dúvida alguma. É o amor por nosso Estado que move Caiado, e é esse amor por nosso Estado que também deve ser colocado nas urnas”, acrescenta.

A avaliação positiva da gestão de Caiado em Goiás consta em levantamentos nacionais divulgados antes de ele sair do governo para disputar a presidência da república. Pesquisa AtlasIntel, de dezembro de 2025, por exemplo, registrou 80% de aprovação ao então governador.

Naquela rodada, o percentual foi o maior registrado entre os 27 governadores avaliados pelo instituto. Levantamentos anteriores, no entanto, já consideravam Caiado o melhor governador do Brasil. O maior índice obtido por ele foi identificado na pesquisa Genial/Quaest de agosto do ano passado, quando o goiano alcançou o recorde de 88% aprovação e apenas 9% de desaprovação.

“Ronaldo Caiado é minha escolha e nunca escondi isso de ninguém. Tenho uma história de vida e uma trajetória política ao lado dele. Conheço de perto o homem e o trabalho que realizou em Goiás. Na minha avaliação, nenhum candidato a presidente será tão bom para Goiás quanto Ronaldo Caiado”, afirma Adib Elias.

Voto útil

A discussão sobre voto útil ganhou força na reta final da campanha. Pesquisa da Real Time Big Data, divulgada na quinta-feira (1º), mostrou que 53% dos eleitores de Caiado poderiam mudar o voto diante da percepção de que o candidato escolhido teria poucas chances de vitória, enquanto 47% afirmaram que manteriam a escolha.

Outro levantamento, da Meio/Ideia, realizado entre 25 e 28 de setembro, mostrou que, entre os entrevistados identificados com candidaturas de direita e que não optaram por Flávio Bolsonaro (PL), 36,6% admitiam a possibilidade de migrar o voto na reta final. Outros 63,4% descartavam essa possibilidade.

“Pesquisa não é urna. Polarização não é regra eleitoral. Ninguém tem o direito de decretar, antes do voto, quais candidaturas o eleitor deve ou não considerar. Ainda estamos no primeiro turno. Existem alternativas, existem projetos diferentes e existe uma urna esperando a decisão de cada brasileiro”, diz o ex-prefeito de Catalão.

Entre as medidas propostas por Caiado na campanha presidencial estão o fim da reeleição para cargos do Executivo; mudanças no sistema político e partidário; a criação do Ministério da Segurança Pública e de um sistema nacional de inteligência criminal, ações de combate financeiro ao crime organizado e reforço da fiscalização de fronteiras, portos e aeroportos.

O goiano também propôs uma agenda nacional de produtividade, medidas de estabilização fiscal, revisão de subsídios e benefícios tributários, fortalecimento de micro e pequenas empresas e investimentos em infraestrutura e logística.

Além disso, Caiado defende um pacto nacional pela alfabetização na idade certa, expansão do ensino em tempo integral, ampliação de creches e mudanças no ensino médio, bem como a digitalização de serviços do SUS e uma rede voltada ao atendimento oncológico.

Adib sustenta que é justamente no primeiro turno que projetos como esses devem ser avaliados pelo eleitor, antes que uma eventual segunda etapa da eleição restrinja a disputa aos dois candidatos mais votados.

“Existe uma diferença enorme entre defender uma escolha e tentar convencer as pessoas de que elas não têm escolha. A polarização tenta transformar pesquisa em resultado, mas a urna ainda não decidiu. O primeiro turno ainda não aconteceu e é nele que cada brasileiro registra a própria decisão”, argumenta.

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