Adib defende ampliação do apoio psicológico nas escolas de Goiás
Redação Online
Publicado em 4 de setembro de 2026 às 16:04 | Atualizado há 32 minutos
Adib Elias (MDB) quer fortalecer o apoio psicológico e socioemocional nas escolas de Goiás para ajudar estudantes que enfrentam problemas capazes de comprometer a aprendizagem e o desempenho escolar.
A proposta do candidato a deputado estadual considera que situações como ansiedade, bullying e dificuldades familiares também interferem na concentração, no rendimento e na trajetória escolar de crianças e adolescentes, impacto reconhecido pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Uma escola preparada para ensinar também precisa estar preparada para enxergar os próprios alunos. Cuidar da saúde mental não substitui a função da educação. Pelo contrário, ajuda a criar as condições para que nossas crianças e nossos jovens possam aprender, se desenvolver e construir o próprio futuro”, diz.
Na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Adib pretende atuar por meio da proposição de projetos, da atuação no orçamento estadual e da articulação com o Governo de Goiás. Para ele, o investimento em saúde mental pode se somar às políticas que fizeram o Estado alcançar posição de destaque nacional na educação e contribuir para novos avanços na aprendizagem e nos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
O objetivo de Adib é estabelecer uma rede que seja capaz de acolher, de forma precoce, estudantes em situação de dificuldade e também de permitir a identificação dos casos, o acolhimento e o encaminhamento adequado de acordo com cada situação.
A proposta parte de uma realidade que, segundo o candidato, precisa ser considerada nas políticas educacionais. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 mostram, por exemplo, que 27,2% dos estudantes sofrem bullying recorrente, 28,9% relatam tristeza frequente e 26,1% afirmam sentir que ninguém se preocupa com eles.
Médico e prefeito de Catalão por quatro mandatos, Adib avalia que a escola ocupa uma posição estratégica na identificação dessas e de outras situações que podem comprometer o bem-estar dos estudantes. Professores, equipes pedagógicas, gestores e os próprios colegas convivem diariamente com os jovens e, muitas vezes, são os primeiros a perceber mudanças de comportamento ou sinais de que alguma coisa não vai bem.
Para ele, o desafio é fazer com que essa percepção seja acompanhada de condições para acolher e encaminhar adequadamente quem precisa de ajuda. “O professor percebe, a direção percebe, os colegas percebem. O que não podemos aceitar é que todos enxerguem que aquele jovem está passando por uma dificuldade e ele não encontre apoio. É justamente nesse momento que o poder público precisa estar presente”, analisa.