Adriele Qualhato: defesa do ensino público e gratuito
Redação DM
Publicado em 5 de outubro de 2018 às 01:57 | Atualizado há 8 anos
Adriele Qualhato, 23 anos, estudante de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Goiás, nasceu em Inhumas e mora na Capital para estudar. É candidata a deputada federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB).
A sua candidatura é coletiva, já que foi escolhida junto com outros candidatos do partido para compor uma chapa que pudesse agregar todos os pleitos da candidatura 2018, pelas células do partido.
É educadora popular, fazendo parte da célula de educação popular.
Explica que foram os coletivos União da Juventude Socialista (UJS), Coletivo Feminista Ana Montenegro, Unidade Classista (que é a corrente sindical do partido), Coletivo Negro Minervino de Oliveira e o LGBT Comunista que decidiram pela sua candidatura a uma vaga na Câmara Federal. “Esses coletivos decidiram apresentar candidaturas as quais são chamadas ‘candidaturas de movimento’, que tivessem atuando diretamente nos movimentos sociais, populares, e que expressassem um pouco do que é a classe trabalhadora no país”, afirma.
A candidatura de Adriele está fundamentada no movimento estudantil e tem como foco a representação da juventude em questões como o desemprego, a retirada de direitos pela reforma trabalhista que segundo ela, “desestabiliza a relação capital x trabalho e coloca a juventude numa situação de desemprego e sem direitos, trabalhando em serviços precários”.
Para Adriele Qualhato, quem mais sofre são as jovens mulheres, que cumprem serviço de terceirização, precarizado pela relação de trabalho x emprego.
Como deputada federal, quer defender a educação pública e gratuita, que segundo ela, está sofrendo grande ataques como a nova BNCC, Base Nacional Curricular (BNCC): “A nova base Nacional Curricular vem para aligeirar, precarizar e trazer o tecnicismo ao ensino médio, desmotivando o jovem de entrar na universidade, fazendo-o se conformar com o diploma do ensino médio, servindo como mão de obra barata e ‘qualificada’. Isso na verdade é formar o jovem para não ser crítico nem pensante, mas para apertar parafusos. É isso que a reforma do ensino médio significa” finaliza.