Agenor quer PMDB fora da gestão de Paulo
Redação DM
Publicado em 10 de dezembro de 2015 às 21:56 | Atualizado há 11 anosApós provocar ‘curto-circuito’ na relação entre o PMDB e o PT, o vice-prefeito Agenor Mariano defendeu ontem que os peemedebistas entregue todos os cargos que ocupam na gestão de Paulo Garcia. “Passou da hora e os peemedebistas saírem da prefeitura. É preciso entregar os cargos. O PMDB tem que seguir a sua trajetória, visando as eleições de 2016, sem atrelamento ao governo Paulo Garcia e ao PT.”
O PMDB de Iris Rezende ocupa tem três secretários na gestão Paulo Garcia: Fernando Machado (Saúde), Paulo Borges (Desenvolvimento Econômico) e Trânsito (Andrey Azeredo), além de dezenas de cargos comissionados nos segundo e terceiro escalões, a maioria indicados pelos vereadores do partido.
Desde que se posicionou contrário à aprovação, pela Câmara Municipal, de reajuste do IPTU/ITU para o exercício de 2016, em Goiânia, deteriorou o ambiente entre peemedebistas e petistas. O próprio ex-prefeito Iris Rezende respaldou, pela imprensa, o aumento de impostos na Capital, respaldando a posição do vice-prefeito.
Em entrevista à rádio 730/AM, o peemedebista entende que o prefeito Paulo Garcia deixou claro o desejo de colocar lenha na fogueira, quando respondeu sobre a opinião contrária ao reajuste do imposto. “A resposta do Paço foi desproporcional. Ficou claro que não havia desejo de consenso. Foi resposta de quem queria colocar lenha na fogueira. E a fogueira vai durar até 2016,” prevê.
Agenor Mariano disse que levou a Iris Rezende as razões que o fundamentaram seu posicionamento contrário ao reajuste do imposto em Goiânia. Segundo ele, o ex-prefeito compreendeu, dando-lhe respaldo. “Iris Rezende inclusive tornou pública a sua posição também contrária ao reajuste do IPTU/ITU na Capital”.
O vice-prefeito prefere não analisar a atitude de cinco dos sete vereadores do PMDB que, contrariando orientação partidária, votaram pela aprovação do reajuste do IPTU/ITU. “O PMDB não fechou questão sobre a votação dessa matéria, apenas deu orientação contrária. Caberá aos cinco vereadores explicarem suas posições favoráveis ao reajuste do imposto aos seus eleitores, na campanha eleitoral de 2016”.
Fim da aliança
Para Agenor Mariano, a aliança entre o PMDB e PT exauriu em Goiânia. E justifica: “O PT é exerce a gestão na Capital e o PMDB não manda nada. E o que se vê é a reprovação da administração Paulo Garcia. Como permanecer ao lado de uma gestão e de um partido que deu as costas para a cidade, para a população?”
Segundo ele, a aliança entre os dois partidos vem se deteriorando desde a posse de Paulo Garcia, em 2013. “Nesse mandato, Paulo Garcia já realizou três reformas administrativas e sequer consultou o PMDB para ouvir as nossas sugestões. O PMDB ocupa apenas três cargos no primeiro escalão e não tem qualquer influência sobre as decisões políticas e administrativas que são tomadas pelo Paço.”
O vice-prefeito lembra que há muito tempo o prefeito Paulo Garcia deixou de ouvir os conselhos do ex-prefeito Iris Rezende, maior liderança do PMDB em Goiânia e no Estado. “O PMDB, há muito tempo, está fora do núcleo que decide no Paço. Tem cargos decorativos, não influencia em nada. O que melhor que o partido faz é cair fora dessa administração.”
Em nova estocada no prefeito Paulo Garcia, Agenor Mariano diz que Goiânia está abandonada “a própria sorte”, e desafia qualquer pessoa a andar pela cidade e verificar que os serviços públicos estão precários. “Os buracos tomam conta, não há pavimentação asfáltica nova, os postos de saúde estão abandonados, não se atende o cidadão na prefeitura, a iluminação pública se deteriorou.”