Política

Após rompimento, Rogério e Daniel Vilela fumam o “cachimbo da harmonia”

Redação DM

Publicado em 29 de junho de 2022 às 13:35 | Atualizado há 4 anos

O prefeito de Goiânia Rogério Cruz e o presidente do MDB de Goiás, Daniel Vilela fumaram o “cachimbo da harmonia”, durante evento organizado pelos aliados do Republicanos, em apoio à reeleição do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), na última segunda-feira. Daniel é pré-candidato a vice-governador na chapa de Caiado.

A troca de elogios veio um ano e três meses após o rompimento do MDB de Vilela com a gestão de Rogério Cruz, que havia assumido a prefeitura de Goiânia com a morte de Maguito Vilela, prefeito eleito em 2020.

O primeiro gesto veio de Daniel, que falava para público arregimentado principalmente pela Prefeitura e que incluía secretários e servidores municipais. Em discurso, agradeceu o apoio de Rogério Cruz ao projeto do qual faz parte e ressaltou o cumprimento de pontos do plano de governo elaborado para a gestão que seria de seu pai, o ex-governador Maguito Vilela, que foi eleito em 2020 mas foi vítima da Covid-19 em 13 de janeiro de 2021 e não chegou a assumir a Prefeitura.

“Na semana passada o senhor me convidou. Eu estava no interior e não consegui chegar a tempo para ir lá na inauguração do viaduto do nosso grande líder saudoso Iris Rezende Machado. Aquela foi uma obra iniciada pelo nosso líder Iris. E eu fiquei muito feliz não só com a homenagem, porque ela de alguma forma representa o compromisso que nós tivemos na campanha passada aqui em Goiânia, que é a conclusão de todas as obras iniciadas pelo MDB, pelo nosso prefeito Iris”.

Em seu discurso, o emedebista lembrou que, também na semana passada, primeira-dama Thelma (Cruz, do Republicanos), vi que vocês decidiram ampliar os cartões da Renda Família, um projeto que também fez parte do plano de governo do meu saudoso pai”, afirmou Daniel. “Eu tenho certeza que esse é um momento importante aonde todos nós estamos aqui nos unindo com o mesmo propósito, com o mesmo objetivo de somar forças por Goiânia, de somar forças por Goiás”, continuou o emedebista.

Já em seu pronunciamento, Rogério Cruz defendeu a importância da parceria com o governo estadual, o cumprimento do plano de governo de 2020. “Aquilo que nós falávamos em campanha nós estamos cumprindo. E isso eu fiz questão de cumprir porque eram palavras de um grupo e que nós falamos na época da campanha e hoje estamos cumprindo. E eu quero continuar cumprindo junto. Junto com o governo do estado, junto com o vice-governador (se refere a Daniel, que vai disputar o cargo), junto com o secretariado estadual, junto com o secretário municipal, junto com o servidor do município de Goiânia”, disse.

Rogério Cruz ressaltou que ele e Daniel nunca brigaram “Quem disse que nós brigamos? Na política existem decisões a serem tomadas com focos talvez diferentes, mas nós não brigamos”, continuou antes de encerrar sua fala declarando apoio à chapa de Caiado, citando nominalmente o emedebista. “Vocês não sabem como vocês me alegram e me animam fortalecendo o governador Ronaldo Caiado e a chapa do governador Ronaldo Caiado. Daniel Vilela vice-governador e vamos juntos”, finalizou.

Desembarque
No início de abril de 2021, 21 auxiliares de primeiro escalão ligados ao MDB entregaram os cargos que ocupavam na Prefeitura de Goiânia. À época, Daniel Vilela, que coordenou o desembarque, se queixava que nomes de fora do Estado tomaram as rédeas da gestão, de falta de diálogo por parte do prefeito, atropelo nos acordos, descumprimento do plano de governo – com a suspensão de contratos de pavimentação asfáltica – e insegurança do secretariado.

No entendimento das lideranças do MDB, os gestos de Rogério Cruz indicavam a intenção de forçar a saída do grupo nomeado por Daniel como representante de Maguito. De lá para cá, o filho de Maguito se distanciou do Paço Municipal.

Em 2020, o Republicanos indicou o então vereador Rogério Cruz para a chapa de Maguito Vilela, do MDB, como candidato a vice-prefeito. A aliança dos dois partidos foi vitoriosa, mas Maguito já estava internado em São Paulo, com complicações provocadas pela Covid-19. Seguiu internado, mas foi empossado no cargo de prefeito pela Câmara Municipal. No dia 13 de janeiro, Maguito Vilela faleceu no hospital Albert Einstein em São Paulo, sendo sepultado em Jataí, sua terra natal.

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