Política

Bolsonaro recebe alta hospitalar e é diagnosticado com câncer de pele em estágio inicial

Léo Carvalho

Publicado em 17 de setembro de 2025 às 15:07 | Atualizado há 9 meses

Carcinoma de pele em estágio inicial não precisará de quimioterapia, avalia médico do ex-presidente Bolsonaro | Foto: Evaristo Sá/AFP
Carcinoma de pele em estágio inicial não precisará de quimioterapia, avalia médico do ex-presidente Bolsonaro | Foto: Evaristo Sá/AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (17) após passar por internação no Hospital DF Star, em Brasília. Ele havia sido admitido na tarde de terça-feira (16) com sintomas como vômitos, tontura, queda de pressão arterial e episódios de pré-síncope.

Segundo a equipe médica, Bolsonaro apresentou melhora significativa após hidratação e tratamento medicamentoso intravenoso, com recuperação da função renal.

Exames realizados em lesões cutâneas retiradas no último domingo (14) identificaram carcinoma de células escamosas “in situ” em duas das oito amostras analisadas. Esse tipo de câncer de pele, embora detectado em estágio inicial, requer acompanhamento contínuo e avaliações periódicas para prevenir qualquer evolução da doença.

Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar e seguirá recebendo monitoramento médico rigoroso. O diagnóstico reforça a importância de exames dermatológicos regulares, especialmente para pacientes com histórico de exposição ao sol ou predisposição genética.

Segundo o médico Cláudio Birolini, chefe da equipe médica do ex-presidente, Bolsonaro apresentou melhora clínica significativa durante a internação. Exames detalhados, incluindo ressonância magnética do crânio, não indicaram alterações agudas. Birolini informou que o ex-presidente apresenta outras lesões na região do peito e dos braços, embora não tenha precisado o número exato, e que todas serão monitoradas periodicamente.

O médico ressaltou que o carcinoma de células escamosas “in situ” encontrado nas lesões já tratadas é um câncer de pele em estágio inicial, que não exige quimioterapia, e afirmou que “não há chance de as lesões extraídas voltarem”. Birolini ainda explicou que os problemas já haviam sido identificados em abril, mas a biópsia só foi realizada em setembro devido a “outras coisas que aconteceram no caminho”.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e seguirá recebendo monitoramento médico rigoroso. O diagnóstico reforça a importância de exames dermatológicos regulares, especialmente para pacientes com histórico de exposição ao sol ou predisposição genética.


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