Política

Bolsonaro tira coronel Fraga e lança o general Paulo Chagas ao Palácio do Buriti

Redação DM

Publicado em 14 de março de 2018 às 02:54 | Atualizado há 1 ano

A volta dos militares ao poder é iminente e poderá se dar via ao processo democrá­tico. Este é um dos assuntos mais comentados hoje nos quatro can­tos do Brasil. A insegurança que tem como caixa de ressonância o Estado do Rio de Janeiro, que sofreu inter­venção federal decretada pelo presi­dente da República Michel Temer e aprovado pelo Senado no dia 22 de fevereiro, cujo o placar foi de 55 a 13 e uma abstenção, reforça sobre­maneira o projeto dos militares na disputa de cargos eletivos na elei­ção que se dará no dia 7 de outubro.

O deputado Jair Bolsonaro, capi­tão reformado do Exército brasileiro, lidera as pesquisas para presidente da República, sem a participação do ex-presidente Lula na disputa, que foi condenado em segunda ins­tância pelo TRF-4. A condenação o deixou inelegível de acordo com A Lei da Ficha Limpa. Neste sentido, o Bolsonaro pontua com 18% de intenção de votos. Entretanto, não se sabe se ele conseguirá sustentar esta ascensão meteórica rumo ao Palácio do Planalto, após a decreta­ção da intervenção no Rio de Janei­ro, bem como a criação do Ministé­rio da Segurança Pública, quando o presidente Temer mexeu no xa­drez sucessório de forma estratégi­ca, quando privilegiou os generais.

OPINIÃO

Na opinião de diversos pensado­res da política nacional, a decisão do Temer poderá tirar o brilho do pro­jeto ancorado pelo deputado cario­ca, que defende o armamento da população. Atento à mexida no ta­buleiro feita com maestria por Te­mer, obviamente deixou Bolsonaro em polvorosa e, de forma imediata o capitão, sabedor de que a caserna é hierárquica; ele abandonou o amigo de faculdade, o coronel e deputado Alberto Fraga, a quem apoiava para o Palácio do Buriti. Ele lançou no lu­gar do Fraga, no dia 20 de fevereiro, o general de Exército Paulo Chagas, para disputar o governo de Brasília.

Nesta seara, outro militar de alta patente, o brigadeiro Átila Maia, ex­-vice-ministro da Pesca, se apresen­ta aos brasilienses por meio desta reportagem, como pré-candidato ao Senado da República. Ele é fi­liado ao PRB e concedeu entrevis­ta exclusiva ao Diário da Manhã, quando afirmou: “Pretendo con­tinuar contribuindo com o desen­volvimento pleno de Brasília e do Brasil. Ao longo de minha vida pro­fissional eu aprendi que um bom preparo deve vir antes da realiza­ção de qualquer tarefa. Estou pron­to para disputar um cargo eletivo na cidade onde moro há várias déca­das, inclusive, se for o caso, o Sena­do da República”, disse.

Perguntamos ao brigadei­ro sobre os rumos da economia brasileira comandada por Hen­rique Meireles e o presidente Te­mer, quando ele afirmou: “Não é a economia sonhada por nós bra­sileiros, mas está melhor do que a economia do governo anterior. Foram tomadas algumas medi­das, que podem nos dar um sal­do positivo nos próximos meses. O presidente Temer se recupera de problemas de saúde, mas tem agi­do com responsabilidade e acre­dito que teremos dias melhores. Peço a Deus que o Temer tenha força para enfrentar as dificulda­des pelas quais passa e, conclua o seu mandato com mais tranquili­dade. A intervenção federal no Rio e a criação do Ministério da Segu­rança Pública, sem dúvidas foram medidas inteligentes, mas de ele­vado risco. Espero que o seu pro­jeto seja coroado de muito suces­so”, explicou Brigadeiro.

Preocupado com o inchaço de Brasília, o aumento da criminalida­de e do desemprego, perguntamos ao brigadeiro se ele tinha alguma sugestão de impacto para minimi­zar os problemas da capital brasi­leira. Ele foi rápido na resposta: “Eu tive a oportunidade de trabalhar na cidade de Washington, D.C, a capi­tal dos Estados Unidos da América. Trata-se de uma cidade-estado en­xuta e funcional. Brasília cresceu de­sordenadamente por meio de um grande número de cidades satélites, que ao meu ver, a maioria poderá se juntar e transformar em um estado independente, para permitir que o centro de Brasília fique livre como Washington, que funciona muito bem na parte administrativa. Nes­te curso, Brasília teria autonomia de vida própria, quando terá condições efetivas de gerir seu patrimônio. No caso em pauta, o Estado do Distrito Federal ficaria sendo representado pela zona central, ou seja: Asa Sul/ Asa Norte, Lago Sul/Lago Norte, Su­doeste/Octogonal/Noroeste, Águas Claras, Guará 1 e 2, Sobradinho 1 e 2, Riacho Fundo I e II, Candangolân­dia, Núcleo Bandeirante, entre ou­tras cidades mais próximas do Plano Piloto. As demais como Taguatinga, Ceilândia, Gama, Santa Maria, Sa­mambaia, Planaltina, entre outras de Brasília e as 22 cidades do En­torno do DF, formariam o Estado de Brasília”, argumentou o brigadeiro.

CANDIDATURA

A reportagem questionou o bri­gadeiro Átila sobre a candidatura de Bolsonaro ao Palácio do Planal­to, quando ele disse: “Sua pergunta é oportuna e vou esclarecer: é mais do que evidente a vontade da po­pulação para um retorno dos mi­litares ao poder. Certamente a par­ticipação efetiva na administração pública, bem como em pontos es­tratégicos do Legislativo viabilizarão o retorno dos militares por meio do processo democrático. E mais, tal­vez o que nós precisamos de fato, é fazer com que esses militares se apresentem para as disputas eleito­rais e, não tenho dúvidas; a maioria dos militares que se apresentar nas eleições de outubro para disputar cargos em todos os níveis, será bem­-sucedida”, acrescentou.

Indagamos o brigadeiro Átila Maia sobre a possibilidade dele se candidatar em Brasília, pleiteando algum cargo no Legislativo ou Exe­cutivo, devido a sua vasta experiên­cia no campo administrativo, bem como no legislativo, pois já atuou como representante do Ministério da Aeronáutica no Congresso Na­cional. De forma pausada e firme, o brigadeiro Átila Maia argumentou: “Estou disposto a continuar dando todo o meu esforço em benefício do país e de Brasília, cidade que eu amo e resido há várias décadas. Sou filia­do ao PRB de Brasília, partido pelo qual participei do governo federal como vice-ministro da pesca, quan­do o atual prefeito do Rio de Janei­ro, Marcelo Crivella, era o ministro! Caso eu seja convidado pela direção de meu partido no DF, estarei pron­to para disputar qualquer cargo, in­clusive, como candidato ao Senado da República” concluiu Átila Maia.


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