Câmara aprova processo histórico de impeachment contra prefeito de Santa Helena de Goiás
Redação Online
Publicado em 8 de maio de 2026 às 19:16 | Atualizado há 2 meses
Maioria dos vereadores aceitou pedido de impeachment do prefeito Iris Parreira | Foto: Câmara Municipal
Pela primeira vez em 78 anos de emancipação, Santa Helena de Goiás teve a admissibilidade de um pedido de impeachment contra um prefeito aprovada pelo Legislativo municipal. O processo envolve o prefeito Iris Parreira e foi aceito na noite desta quinta-feira (07/05), em sessão marcada por tensão e forte presença de servidores comissionados da prefeitura.
A votação terminou empatada em 6 a 6, e a decisão foi definida pelo presidente da Câmara, Aduil Júnior, que utilizou o voto de minerva para autorizar a abertura da comissão processante. “O pedido de instauração da cassação do mandato foi protocolado pela população na Câmara Municipal. Nós votamos pela admissibilidade do documento, ou seja, pela instauração da comissão processante, que agora vai analisar os fatos e os documentos apresentados”, afirmou Aduil Júnior.
Segundo Aduil Júnior, a sessão ocorreu sob forte pressão política. “A sessão foi bem conturbada, porque havia uma presença maciça de comissionados da prefeitura. Inclusive, foi necessária a presença da Polícia Militar”, relatou. O presidente disse que votou favoravelmente em nome da transparência.
Com a admissibilidade aprovada, o prefeito Iris Parreira será intimado e terá prazo de cinco dias para apresentar defesa prévia. A comissão processante terá até 90 dias para concluir os trabalhos e elaborar um relatório final, que será novamente submetido ao plenário da Câmara.
De acordo com Aduil Júnior, a comissão irá analisar denúncias relacionadas a contratos públicos do município. “Os documentos apontam suspeitas envolvendo contratos do lixo, da saúde, da malha asfáltica e de mídia, entre outros. São suspeitas de infrações administrativas e improbidade administrativa”, destacou.
O prefeito de Santa Helena, Iris Parreira, afirmou que recebe com tranquilidade a decisão. Segundo ele, o processo tem motivação política e não apresenta provas concretas. “O município tem responsabilidade de fornecer toda a documentação. Estamos tranquilos porque sabemos da nossa idoneidade”, declarou.
Votaram contra a abertura: Aglimeide Moreira Alves (MDB), Lourisval Pedro de Oliveira (MDB), Rones Ferreira (MDB), Juliana Costa Lourenço (MDB), Maria Aparecida (Cidinha) (DC) e Simão Vieira Mota (UB). Votaram a favor: Aduil Júnior (PRD), Guilherme Henrique Guedes Ferreira (Solidariedade), Tiago Cardoso Alves (PP), Marcilene Martins de Freitas (Solidariedade), Genildo dos Santos Azevedo (PRD), Silvio Marques de Araújo (Agir) e Jânio Bertoldo Branquinho (PL). Placar final: 7 a 6.
Foto: Câmara Municipal