Cíntia Dias: José Eliton é “inviável” para o governo
Redação DM
Publicado em 18 de abril de 2022 às 13:08 | Atualizado há 4 anos
Cíntia Dias, presidente do PSOL em Goiás, afirmou que a construção de unidade dos partidos de esquerda às eleições deste ano fica difícil com José Eliton (PSB), como alternativa ao governo de Goiás. “A construção com José Eliton é inviável. Esse é o nosso limite”, disse Cíntia Dias à coluna Giro, de O Popular. A presidente ressaltou que o PSOL não entende o posicionamento do PT em relação às eleições no estado, em “ir tão à direita”.
O PSOL e a Rede Sustentabilidade aprovaram firmar federação às eleições deste ano, com tendência de apoio ao presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva.
Dirigentes do PT, PV e PC do B, que devem formar federação, além do PSOL e da Rede, que também estão perto de formalizar união de olho nas eleições deste ano, iniciaram uma série de reuniões em busca de definição de candidatura única e palanque para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Goiás.
Sem respaldo a José Eliton, existe a possibilidade de o PSOL lançar, pela terceira vez, a candidatura do Professor Weslei Garcia ao governo de Goiás. Ele, que já disputou o Governo de Goiás nas eleições de 2014 e 2018, voltou a apresentar o nome à direção do partido.
De acordo com a presidente estadual do PT Kátia Maria, não houve avanço na direção de nomes, mas ficou clara a defesa de perfis que devem fazer parte de eventual chapa majoritária. Nova reunião está prevista para o dia 18 e, segundo ela, se as conversas iniciais avançarem, o PSB pode ser incluído.
A dirigente petista também fala de resistências a Eliton. “O fato de ele ter feito a defesa do (Fernando) Haddad no segundo turno em 2018 e de ele ter sempre se posicionado pelo estado democrático de direito facilita. Os erros do passado são pequenos perto da gravidade do momento”, defende.