Com risco de novas quedas, Bolsonaro deve receber cuidados médicos na Papudinha
Léo Carvalho
Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 13:20 | Atualizado há 4 meses
Perícia da Polícia Federal aponta cuidados de novas quedas, mas descarta necessidade de internação hospitalar | Foto: EVARISTO SA
Uma perícia médica realizada pela Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta risco real e atual de novas quedas, em razão de sinais neurológicos e do uso combinado de medicamentos que atuam nos sistemas nervoso central e cardiovascular. Apesar da preocupação, o laudo não indica necessidade de transferência imediata para um hospital.
O exame foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que abriu prazo de cinco dias para que a defesa de Bolsonaro e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o conteúdo da perícia.
Após entrevista clínica e avaliação física, os médicos da PF apontaram que o atual tratamento medicamentoso pode provocar efeitos adversos associados ao risco de queda, como tontura, sedação, letargia, lentificação psicomotora e hipotensão postural. Segundo o documento, esses fatores, quando combinados, criam um cenário considerado sensível do ponto de vista clínico.
A perícia também relaciona o caso recente de queda sofrido pelo ex-presidente a um quadro que pode se repetir. De acordo com os médicos, há possibilidade concreta de recorrência, sobretudo na ausência de vigilância contínua e de ajustes terapêuticos adequados.
Como encaminhamento, o laudo recomenda a otimização dos tratamentos em curso e a adoção de medidas preventivas, com acompanhamento regular de diferentes especialistas, a fim de reduzir riscos e aprofundar a investigação diagnóstica sobre os sinais neurológicos identificados.