Política

CPI do INSS aprova quebra de sigilo de filho de Lula após quebra-pau

Léo Carvalho

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 13:56 | Atualizado há 5 meses

Decisão do colegiado ocorre após pedido da Polícia Federal autorizado pelo ministro André Mendonça, relator de investigação sobre fraudes no INSS | Foto: Reprodução/Flickr/X
Decisão do colegiado ocorre após pedido da Polícia Federal autorizado pelo ministro André Mendonça, relator de investigação sobre fraudes no INSS | Foto: Reprodução/Flickr/X

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O requerimento foi votado em sessão marcada por confronto verbal entre parlamentares da base governista e da oposição. A reunião acabou suspensa e não houve registro de fatos graves.

O pedido aprovado no colegiado foi fundamentado em informações sobre supostos pagamentos realizados por um dirigente partidário que teria recebido recursos de empresa citada nas investigações sobre descontos ilegais em benefícios previdenciários. Parte desses valores, segundo o requerimento, teria sido transferida ao contador de Fábio Luís.

O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar, do União Brasil, declarou em janeiro que a convocação de Fábio Luís estava entre as prioridades do colegiado na retomada dos trabalhos legislativos.

Paralelamente à atuação da comissão parlamentar, a Polícia Federal (PF) solicitou, em janeiro de 2026, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente. O pedido foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do inquérito que apura possíveis fraudes relacionadas ao INSS.

De acordo com documentos anexados à investigação, há indicação de que Fábio Luís teria recebido valores mensais que somariam R$ 300 mil de pessoa conhecida como “Careca do INSS”, citada nas apurações sobre descontos considerados irregulares. A investigação segue sob sigilo judicial.

Até o momento, não houve decisão judicial de mérito sobre as suspeitas, e as medidas autorizadas têm caráter investigativo.


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