Política

Daniel: Mendanha não criou um único programa social

Redação DM

Publicado em 25 de agosto de 2022 às 13:58 | Atualizado há 2 anos


O candidato a vice-governador Daniel Vilela (MDB) lamenta que o adversário Gustavo Mendanha (Patriota) perdeu a oportunidade de aproveitar a boa gestão herdada de seu pai, Maguito Vilela, para deixar as próprias Marcas na cidade. O companheiro de chapa do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) afirma que o ex-prefeito perdeu a oportunidade de mostrar serviço, deixando a população desamparada. “Mendanha não criou um único programa social em Aparecida nos seus mandatos, mesmo com a população mais vulnerável enfrentando dificuldades por causa da pandemia”, critica.

Daniel Vilela lembra que todas as ações positivas implantadas em Aparecida nos últimos anos são dos dois mandatos de Maguito. Ele pontua que Gustavo Mendanha não deixou marcas nos cinco anos em que foi prefeito. “Está na hora de Mendanha parar de se escorar no legado de Maguito Vilela. Ele teve por mais de 5 anos a oportunidade de mostrar serviço como gestor em Aparecida e não entregou nenhuma obra própria para a cidade”, prossegue.

O candidato a vice-governador também alerta para as promessas da campanha do adversário, que não levou adiante compromissos firmados com a população aparecidense. “Estamos ansiosos para ver qual é essa cidade inteligente que ele tanto fala e ninguém viu em Aparecida. Agora promete criar um parque tecnológico em Anápolis, mas não conseguiu fazer o de Aparecida, que Maguito deixou a área e o projeto prontos”, finaliza.

Sem propostas

Daniel Vilela ataca o seu ex-aliado político, ao destacar que Gustavo Mendanha  é apegado a “clichês, frases feitas”. E destacou o emedebista: “”O prefeito apresenta um raciocínio político raso, gosta de repetir  frases feitas para atacar gratuitamente o governador. E isso não ganha eleição. As pessoas vão querer saber qual é o projeto para Goiás. Vai chegar uma hora que será exposto, vai ter de mostrar sua condição, a sua capacidade intelectual, de apresentar um projeto para Goiás. E acho até bom porque vai ser uma oportunidade para ele dizer o que fez em Aparecida”.

O presidente do MDB goiano diz que Mendanha tornou-se prefeito em condições favoráveis a dar continuidade à gestão de seu pai, Maguito Vilela, mas o não o fez: “Ele vai ter de dizer o que foi de fato originário da cabeça dele, do projeto dele nesta campanha eleitoral. O que foi feito que tenha sido pensado, iniciado e executado na gestão dele em Aparecida. Então acho que não pode ficar se apegando a clichês e discurso muito frágil. Eu ouvi nesta semana ele repetindo o próprio discurso do governador Ronaldo Caiado, de que vai devolver Goiás aos goianos. Acho que está faltando até criatividade no uso dessas frases”

Daniel Vilela afirmou que a votação obtida por Gustavo Mendanha, em 2020, de 98,5% dos votos válidos, é artificial, porque o então candidato não tinha adversários no pleito eleitoral. “Acho que temos de discutir o que foi feito em Aparecida nesses últimos cinco anos. A verdade, e isso nunca foi dito, é que foi uma eleição artificial. Não teve adversário. Ele foi candidato único. A Márcia (Caldas) acabou sendo candidata de última hora em razão da desistência daqueles que poderiam ser candidatos de fato e competitivos”.

Daniel Vilela acusou o prefeito de Aparecida de Goiânia de lotear o secretariado com os partidos políticos, adotando a política do “toma-lá-dá-ca”. “A gestão do Gustavo tem mais de 30 secretarias. Cada partido, cada uma dessa sopinha de letras, tem uma secretaria, independentemente da qualificação do ocupante do cargo. Isso tudo foi prometido durante a campanha. Gustavo fez todo um trabalho para não ter adversário. Fez a política do toma-lá-dá-cá. Ofereceu secretarias e tantos cargos para não lançarem candidato”, disparou o líder emedebista.



Daniel Vilela: Gustavo Mendanha não tem perfil próprio

Depois de declarações polêmicas, como criticar o TSE e as urnas eletrônicas, Gustavo Mendanha, candidato do Patriota ao governo de Goiás, voltou a fazer uma proposta controversa por meio de suas redes sociais. O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia afirmou que em um eventual governo seu iria aportar – ao que tudo indica na concessionária Enel – ao menos R$ 2 bilhões para a expansão da rede de transmissão de energia elétrica em Goiás. Para ele, seria uma forma de sanar o problema de falta de energia em Goiás.  Segundo especialistas no assunto, no entanto, o problema da energia em Goiás não decorre da falta de linhas de transmissão e cabe à própria Enel, por contrato, fazer os investimentos necessários para assegurar a qualidade do serviço.

A declaração de Mendanha se deu depois que o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), em entrevista ao jornal O Popular/Rádio CBN, afirmou que o fator limitador para o crescimento do Estado é a falta de energia e a má qualidade do serviço prestado pela empresa italiana, sucessora da antiga Celg-D, estatal goiana que foi privatizada em 2016, na gestão Marconi Perillo (PSDB). Na sua postagem, Mendanha diz concordar com Caiado e afirma ter a solução: “Investir em 800 km de novas linhas de transmissão, construir 12 novas subestações de energia e reformar outras 20”.

O custo dessa empreitada, segundo ele, seria de R$ 2 bilhões, bancados com recursos do Estado. Mendanha tem como um dos principais aliados e fiadores da sua campanha o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, defensor contumaz da Enel. Mabel chegou a promover, recentemente, audiências públicas para defender a concessionaria, como contraponto às declarações do governador de que vai trabalhar em Brasília para que a empresa perca a concessão, devido ao não cumprimento das metas de qualidade do serviço estipuladas em contrato.

Gustavo Mendanha: debate superficial sobre uso de energia elétrica

O cálculo do setor é de que seriam necessários R$ 6 bilhões de investimentos para alcançar a meta de qualidade estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Algo que tem de ser custeado pela própria Enel, e não pelo Poder Público. Entre as três piores distribuidoras de energia elétrica do país, a Enel Goiás, que estaria em vias de ser vendida, diz que tem feito investimentos para garantir a continuidade dos serviços e para aumentar a capacidade de fornecimento de energia elétrica. No entanto, a empresa não alcançou os indicadores mínimos determinados pela Aneel e pode perder a concessão.

Antes mesmo de assumir o governo, ainda na condição de senador da República, Ronaldo Caiado fez duras críticas à concessionária e chegou a cogitar a encampação da empresa quando assumiu o governo, em 2019, mas foi alertado que seria juridicamente impossível, uma vez que a concessão do serviço de energia elétrica pertence à União e não ao governo estadual.


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