Disputa acirrada em Goiás na reta final da campanha
Redação DM
Publicado em 14 de setembro de 2022 às 13:47 | Atualizado há 4 anos
Com a disputa praticamente liquidada para o Governo de Goiás, as atenções se voltaram para intensas movimentações em torno dos candidatos ao Senado. A luta pela única vaga adquire dramaticidade digna dos grandes RPG’s e filmes de suspense. Cada movimento, uma surpresa.
Goiás protagoniza um dos combates mais difíceis da história, conforme o nível das candidaturas. Ex-ministro, ex-senador, deputado federal e ex-líder da bancada evangélica, deputado e ex-líder do Governo na Câmara dos Deputados, um ex-governador por quatro mandatos e um ex-deputado federal disputam os primeiros lugares.
Nas últimas horas, várias movimentações estão em curso: blogs de apoiadores do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) passaram a atacar desesperadamente Delegado Waldir (União Brasil), que se tornou alvo direto após apresentar trajetória de crescimento nas pesquisas.
O delegado já lidera em Goiânia as sondagens de quase todos os institutos e caminha para aumentar seu desempenho nas três semanas que faltam para as eleições. Foi só crescer e passou a ser criticado por adversários e seus aliados.
Algumas sondagens já indicam empate entre Waldir e Marconi Perillo. Outro candidato colado no primeiro pelotão é Wilder Morais (PL), nome apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, que costuma alavancar candidaturas na reta final. Wilder tem mantido a terceira posição e, em algumas pesquisas, aparece em segundo lugar nas sondagens.
Teto de Marconi
Cientistas políticos analisam que o ex-governador Marconi Perillo pode ter batido no teto e não conseguirá mais ampliar seu eleitorado. Acontece que existem ainda dentre 20 a 30% de indecisos para a disputa do Senado, segundo pesquisas estimuladas – na sondagem espontânea é ainda maior este número. Logo, parte significativa do eleitorado ainda não decidiu em quem votar. Estes votos impactam a curva das eleições: em 2018, por exemplo, levou Jorge Kajuru para a segunda colocação e jogou Lúcia Vânia e Marconi Perillo para a quarta e quinta posição, respectivamente.
Outra mudança na disputa: a Igreja Universal, que estava engajada na campanha de João Campos (Republicanos), e agora abandona o deputado federal. E a igreja segue em direção a Alexandre Baldy (PP), ex-ministro que disputa agora a quarta e quinta colocação.
Com esta medida, ao menos 5% de votos podem migrar para Baldy, que tem entre 5% e 7%, conforme as pesquisas. E a expectativa de que dezenas de prefeitos apertem os cintos na reta final em direção ao pepista é grande. A ação, caso realmente ocorra, já deixará Campos de fora do núcleo que luta pela vaga e colocará Baldy mais próximo de Wilder. A base do governo estadual conta também com a candidatura de Vilmar Rocha (PSD), que substituiu o presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (PSD).
Marconi é o favorito, diante o acumulo de mandatos. Segue com grande histórico de programas sociais. A questão é que, naturalmente, quanto mais se fica no poder, mais rejeição se adquire: a luta não é dele com os demais, mas com os que passaram a rejeitá-lo nos últimos anos. Caso consiga reduzir a rejeição estará com chances de entrar no manancial dos 22,6 % de votos de indecisos e tocar o teto ideal dos 30%.
Números
Conforme o Instituto Serpes, em sondagem divulgada na última sexta-feira, 9, Marconi Perillo registrou 24,6% das intenções de voto. Delegado Waldir tem 18,5%. Wilder Morais marca 6,1%, na terceira colocação, e João Campos teria 5,7%, no quarto lugar. Denise Carvalho (PCdoB) é a quinta colocada, com 4,2%, e Alexandre Baldy (PP), 3,4%. Em sétimo surge Vilmar Rocha (PSD), com 3%. Leonardo Rizzo (Novo) marca 1%, enquanto Manu Jacob (Psol) aparece com 0,5%.
No último “Serpes”, os indecisos somavam 22,6% – o que coloca número significativo de votos em jogo.
Mas não é apenas o Serpes que deve ser avaliado, já que o instituto apresenta disparidades acentuadas com os resultados das eleições.
Até 2 de outubro, data da eleições, a campanha para o Senado, em Goiás, vai despertar a atenção do eleitorado, tornando imprevisível o resultado final, já que apenas uma cadeira estará em disputa nas urnas de 2022.