Disputa acirrada
Redação DM
Publicado em 9 de dezembro de 2015 às 21:27 | Atualizado há 1 anoAo contrário de anos anteriores, a disputa pela prefeitura de Goiânia, em 2016, não será polarizada, podendo apresentar um quadro onde quatro ou cinco candidatos terão chances reais de chegar ao segundo turno, em um ambiente acirrado.
Em 2012, por exemplo, dois nomes se destacaram na corrida ao Paço Municipal: o prefeito Paulo Garcia (PT), que concorria à reeleição e a base do governador Marconi Perillo (PSDB), que se concentrou em torno da candidatura de Jovair Arantes (PTB). A vitória de Paulo Garcia veio no primeiro turno.
Em eleições anteriores, se viu também a polarização entre o PT e o PMDB, com vitórias de Daniel Antônio (PMDB), Darci Accorsi (PT), Nion Albernaz (PSDB), Pedro Wilson (PT) e Iris Rezende (PMDB). Às vezes com ou sem segundo turno.
PT e PMDB
O grupo que ocupa o poder, em Goiânia, desde 2008, sob a liderança do PT e PMDB, caminha para a divisão, o que, certamente, vai produzir duas candidaturas. A primeira, do PT, partido do prefeito Paulo Garcia, que já tem cinco pretendentes: Adriana Accorsi, Edward Madueira, Humberto Aidar , Luis César Bueno e Marina Sant’Anna.
A crise provocada pelo vice-prefeito Agenor Mariano entre PMDB e PT foi a gota d’água para provocar o rompimento entre as duas legendas. A boa convivência entre petistas e peemedebistas foi interrompida, ano passado, com o lançamento da candidatura de Antônio Gomide a governador, em confronto direto com Iris Rezende.
A partir daí, o ambiente entre PT e PMDB ficou insustentável, embora os seguidores de Iris Rezende detenham importantes cargos no Paço Municipal.
A aproximação do PMDB de Iris Rezende com o DEM de Ronaldo Caiado, iniciada em 2014 , também contribuiu para agravar a relação petista/peemedebista.
O PMDB já lançou a pré-candidatura de Iris Rezende à sucessão em Goiânia, considerado nome forte em 2016. Afinal, foi prefeito três vezes da cidade, duas vezes governador e uma vez senador, além de ter ocupado, em duas oportunidades, cadeiras na Esplanada dos Ministérios. Iris deverá fazer aliança com o DEM de Ronaldo Caiado.
Base aliada
O PTB, presidido em Goiás pelo deputado federal Jovair Arantes, já encontrou o seu candidato: Luiz Bittencourt. Filiado ao PTB em 2011, depois de construir uma carreira política pelo PMDB, Bittencourt tenta se firmar como principal opção da base aliada do governador Marconi Perillo. O ex-deputado adota um duro discurso contra as administrações de Paulo Garcia e de Iris Rezende. Bittencourt já disputou duas vezes a prefeitura de Goiânia: em 1992 e 1996, sem sucesso.
O PSD, presidido em Goiás pelo ex-deputado federal Vilmar Rocha, atua, também, para lançar candidato à sucessão do prefeito Paulo Garcia, em sintonia com o Palácio das Esmeraldas. As opções são: Thiago Peixoto, Virmondes Cruvinel Filho e Francisco Júnior.
O PP, que já lançou o deputado federal Sandes Júnior à prefeitura de Goiânia em duas oportunidades, coliga lançá-lo novamente. O PP, agora presidido em Goiás pelo senador Wilder de Morais, segue na base aliada do governador Marconi Perillo.
O PSB, que se aproximou do governo Marconi após as eleições do ano passado e também em função da filiação da senadora Lúcia Vânia, já tem nome lançado à prefeitura: Vanderlan Cardoso. O empresário já foi prefeito de Senador Canedo e perdeu as eleições de 2010 e 2014 para o governo do Estado.
O PSDB, partido ao qual é filiado o governador Marconi Perillo, depois de se ausentar de três disputas pela prefeitura de Goiânia decidiu lançar candidato próprio em 2016. E são cinco os pretendentes: Jayme Rincón, Waldir Soares, Fábio Sousa, Giuseppe Vecci e Anselmo Pereira. Deputado federal João Campos jogou a toalha, ou seja, desistiu de ser pré-candidato. Para definir o nome, se não conseguir através de consenso, o PSDB vai realizar prévias em fevereiro.
Cardeais tucanos e auxiliares próximos ao governador Marconi Perillo não escondem a simpatia pelas pré-candidaturas de Jayme Rincón e de Giuseppe Vecci sem, entretanto, desmerecer os demais pretendentes tucanos. Assim, é possível deduzir que Rincón e Vecci são os preferidos do tucanato.
O deputado federal Waldir Soares poderá trocar o PSDB pelo PMB, caso perceba que são reduzidas as chances de consolidar seu projeto de concorrer à prefeitura da Capital pelo partido do governador. Isso vai acirrar ainda mais a disputa em 2016.
O desafio tucano, ano que vem, é lançar um nome competitivo e que possa chegar ao segundo turno, talvez com o ex-prefeito Iris Rezende (PMDB). A última vitória do PSDB na Capital foi em 1996, com Nion Albernaz. De lá para cá, os candidatos apoiados pelo Palácio das Esmeraldas, tucanos ou não, sofreram derrotas, ora para o PT, ora para o PMDB.
O governador Marconi Perillo pretende liderar a campanha do PSDB, apresentando como principal trunfo eleitoral as obras que realiza na Capital, como o Hugol, Centro de Excelência do Esporte, Estádio Olímpico, duplicação das rodovias que saem da cidade, construção de viadutos, reforma do Autódromo Internacional Ayrton Senna, melhoria da qualidade dos serviços na área de saúde (OSs nos hospitais), entre outras.
