Política

“É preciso acabar com partidecos e combater a imoralidade na política”

Redação DM

Publicado em 18 de agosto de 2018 às 00:48 | Atualizado há 8 anos

O candidato a deputado estadual pelo PDT e coronel da Polícia Mili­tar Avelar Lopes de Viveiros, o coro­nel Viveiros, concedeu entrevista ao DM. Indignado com o cenário políti­co e com os acontecimentos de bas­tidores, o coronel disse sentir-se em uma nova batalha onde a traição é a principal arma de combate. Vivei­ros aborda também temas como se­gurança pública, educação e saúde

Coronel Viveiros vai aproveitar a campanha eleitoral para debater com a sociedade os temas que afligem o Estado, como combate à corrup­ção, eficiência na gestão e qualidade nos serviços prestados aos cidadãos. “Goiás precisa ser passado a limpo”.

 

ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

 

Coronel, qual o motivo de sua indignação?

Eu vim de uma instituição cuja organização e hierarquia se baseiam em lei. No entanto, a palavra dada vale tanto ou mais que a lei. Me lancei pré-candida­to e, para compor um projeto ins­titucional caminhei para o PPL. Este partido estava morto. Não existia por completa incompe­tência de sua direção. Pessoas sé­rias, capitaneadas pelo Coronel Oliveira, um homem de 70 anos e cuja palavra resguarda com gran­de desvelo, levantaram o parti­do. No entanto, sabendo que algo poderia dar errado, fiz questão de conversar com o Secretário ge­ral do partido sobre a coligação com o Senador Ronaldo Caiado. O Dr Alfredo foi taxativo em dizer que não teríamos problemas com a direção nacional. Felizmente, não dei credito à palavra destes senhores e procurei abrigo em ou­tra legenda. Agora, ver o que es­tão fazendo me pergunto: o que estão ganhando com esta troca intempestiva? De mais a mais, es­tão levando os restos mortais de um moribundo. Os homens sérios que cerraram fileiras no partido, estão todos com Ronaldo Caia­do ao Governo.

O que aconteceu exatamente?

Na quinta feira optei pelo PPL, como disse, para compor um pro­jeto institucional. Não sem antes conversar com a executiva nacio­nal, representada por seu secretá­rio. No Sábado, o Coronel Olivei­ra, presidente da sigla, participou da convenção e produziu a ata que foi devidamente assinada. No do­mingo, por mensagem de Whats app dissolveram a executiva nacio­nal sem maiores explicações. Falei com o Coronel Oliveira que aquilo não tinha valor legal: Destituir uma executiva por Whats app é coisa de moleque. Nem de menino é. Concluí que seria brincadeira. Na segun­da, confirmaram a decisão e, pior: não registraram a ata no TRE. Isto prejudicou os candidatos todos do partido. Pessoas que acreditaram na legenda. Pessoas que construí­ram um sonho. A irresponsabilida­de foi tal que não se preocuparam com as pessoas que se empenhavam em ressuscitar o partido em Goiás. Gente que acreditou e estendeu as mãos para eles. Um absurdo im­pensável para quem vem de uma vida de ordem e legalidade como eu. Agora, estão solicitando nova ata ao ex-presidente. Nem respei­to pela pessoa eles têm. Nova ata para quê? Para legalizar a sandi­ce que fizeram? Eles têm uma ata e o TRE precisa saber disto. Exis­te uma ata lavrada e assinada, em pleno vigor. Fingir que ela não existe é ignorar o mundo real. Isto, a meu ver, invali­da qualquer nova aliança que venham propor. Até porque, as pessoas que constituíramaque­ladiretoria estão vivas e ativas naobservân­cia do que seacertou previa­mente.

Qual o antídoto para fatos como este?

Acabar com partidécos, legen­da de aluguel. Sou totalmente fa­vorável à candidatura avulsa. Já escrevi sobre isto aqui, neste jornal. Não precisamos ficar atrelados a legenda. Também defendo o repas­se de financiamento de campanha direto ao candidato. Os partidos ficam com muito poder e são ten­denciosos no uso dos recursos. Por fim, defendo o voto distrital. A for­ma de fazer política no Brasil está ultrapassada e privilegia uma eli­te política. Por isto que as pessoas estão descrentes: não acre­ditam em mudança. Mas conclamo to­dos: votempreferen­cialmenteemquem não tem mandato. Senãoforpossível, escolhaquem não ocupou o cargo quedisputa. Aci­madetudo: vote em ficha limpa. 2018 será divisor de águas para o Brasil.

Mesmo com esta decepção o sr ainda mantém sua candidatura?

Sim, claro que mantenho. Estou acostumado a lidar com todo tipo de gente e com bata­lhas maiores. Não vão me dobrar. Entrei na política para impedir gente assim de continuar deci­dindo. Além do mais, encontrei gente boa nos partidos que con­vivo. Ressalto aqui as legendas do PMN, PSC e PDT, onde me fi­liei. Sempre me identifiquei com o DEM, que julgo ter expurgado seus maus políticos quando ne­cessário. Ademais, tenho uma for­mação Cristã que não me permite a omissão. Entendo que temos uma missão em prol da fa­mília e da moral. Não sou nenhum fanático. Mas acho que nossa maior luta hoje é con­tra a chamada “Cons­tituição Cidadã”. Esta constituição foi per­niciosa para o Brasil.

 



Eu vim de uma instituição cuja organização e hierarquia se baseiam em lei. No entanto, a palavra dada vale tanto ou mais que a lei”

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