Empresário de Goiânia é investigado por financiar golpe
Redação DM
Publicado em 16 de novembro de 2022 às 19:52 | Atualizado há 4 anos
Um empresário do ramo alimentício de Goiânia entrou na mira da Polícia Federal (PF), após o Ministério Público Eleitoral (MPE) pedir a abertura de um inquérito contra ele, por incitar um golpe das Forças Armadas. Vale lembrar que tal atitude é crime prevista no artigo 286 do Código Penal, e pode levar a uma prisão de três a seis meses ou pagamento de multa pelo mesmo.
O promotor eleitoral Haroldo Caetano da 133ª Zona Eleitoral, e autor do processo, afirma que há links compartilhados em redes sociais que mostra empresário acampado na porta do quartel no Jardim Guanabara, em Goiânia, e que nesses links eles divulga notícias falsas do sistema eleitoral e das instituições que fazem parte dele. De acordo com a denúncia, o empresário financia os atos e utiliza até mesmo dos seus funcionários e da estrutura da sua empresa para tal.
O MPE encontrou uma postagem de uma live com mais de 25 minutos de duração, na qual ele convoca pessoas para irem para a porta do quartel e pede que caminhoneiros parem de trabalhar, pois, o Brasil não pode viver sem esses profissionais. No vídeo o investigado afirma também que Luís Inácio Lula da Silva não foi eleito e que os cidadãos foram lesados pelo fato das urnas eletrônicas não possuírem uma auditoria.
O empresário afirma também durante a live que o Brasil não é do Supremo Tribunal Federal (STF), mas sim do povo que paga os salários dos ministros. As investigações encontraram um outro post, no qual o investigado diz que o relatório feito pelas Forças Armadas não descarta a possiblidade das eleições deste ano terem sido fraudadas, e que várias falhas foram identificadas, e que é preciso que as pessoas tomem as ruas e confiem em Deus, pois o povo é supremo.
Vale ressaltar que o relatório feito pelo Exército, mesmo com os dizeres contrários do investigado, mostra que a contagem de votos feita no segundo turno para Presidente é igual a do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE).