Política

“Estou na política não por salário, por ideal e porque gosto de desafios”

Redação DM

Publicado em 9 de março de 2016 às 22:30 | Atualizado há 10 anos

 

Bem sucedida na atividade empresarial, a deputada federal Magda Mofatto (PR) afirmou estar na política, não por salário, porque gosta de desafios. “Salário já tenho para viver. Como empresária, tenho o suficiente para viver para mim e minha família. Estou na política, porque gosto de desafios, principalmente de trabalhar em prol da sociedade, daqueles que precisam de emprego e de melhor qualidade de vida.”

Se está realizada como empresária, Magda Mofatto tem uma vida pública de sucesso: foi vereadora, por três mandatos, em Caldas Novas, deputada estadual, prefeita e agora deputada federal. “Na vida pública, procuro defender bandeiras que atendem aos anseios da população, como segurança pública, já que a violência tem assustado a todos, valorização da iniciativa privada para geração de emprego e renda, incentivo ao turismo e à mineração”.

Em entrevista ao Diário da Manhã, Magda Mofatto admite que tem recebido apelos de correligionários políticos para disputar mandato ao Senado, nas eleições de 2018: “Os companheiros me incentivam a disputar uma das vagas ao Senado. Nunca fugi de qualquer desafio. Posso disputar vaga ao Senado, mas tudo dependerá, principalmente, do desempenho do PR nas eleições municipais deste ano.

Ao lado do marido, Flávio Canedo, presidente estadual do PR, a deputada percorre os 246 municípios para estimular o lançamento de candidatura a prefeito, vice e vereador. A meta do Partido da República é eleger 40 prefeitos e tem candidaturas competitivas em Goiânia, Trindade, Senador Canedo, Rio Verde, Itumbiara e Niquelândia, por exemplo.

Magda Mofatto defende, também, maior engajamento das mulheres no processo político do Estado. “Não precisamos de cota partidária e sim a consciência de que, nós, mulheres, temos que participar da vida pública e política para que as nossas ideias sejam respeitadas.” Ela espera que, a cada eleição, as mulheres goianas tenham maior participação, lançando-se candidatas aos cargos majoritários e proporcionais.

A deputada do PR aplaude a decisão do governador Marconi Perillo de nomear o vice-governador José Eliton para a secretaria de Segurança Pública e de adotar “medidas duras” para reduzir a violência no Estado e colocar o “bandido” para fora de Goiás. “As medidas do governador são corretas e José Eliton tem tudo para colher os frutos dessa árduo trabalho na Segurança Pública.”

ENTREVISTA

Atuação no Congresso Nacional

A principal bandeira política, todos sabem, é a de defender melhores prestações de serviços, pelo poder público, na área da segurança pública. Fiz uma campanha, em 2014, levantando a questão de se cobrar mais ações da União, do Estado e dos municípios que possam reduzir a violência em Goiás e no Brasil. Tenho me dedicado ao trabalho de fortalecimento da mineração no Brasil. Goiás é um estado rico em reservas minerais. É preciso explicar essas riquezas com visão desenvolvimentista e de preservação ambiental. É uma área que produz riquezas, gera empregos, distribuição de renda ao povo brasileiro e que permite o bem estar de toda a sociedade. Tenho atuado firme na defesa do turismo. Goiás tem um forte potencial turístico, em diversas cidades. É preciso que os governos federal e estadual fortaleça as políticas públicas na área do turismo, que também gera empregos e renda. Tenho atuado também na legalização dos cassinos no Brasil e o Congresso Nacional vai se posicionar sobre esse assunto. O jogo de azar está proibido no Brasil há década pelo particular, mas quem ganha com essa atividade é o governo federal, através dessas apostas feitas nas lotéricas. Não é impedindo que se tenha cassinos que se vai proteger o cidadão que precisa guardar o dinheiro para a família e sim permitir quem tem maior capacidade financeira de praticar o lazer que desejar.

Vice-governador e a segurança

A presença do vice-governador José Eliton na secretaria da Segurança Pública é importante para se obter melhores resultados no combate à criminalidade de Goiás. O governador Marconi Perillo percebeu a importância de se adotar medidas duras, com equipe eficiente neste combate à violência no Estado. Além das ações do poder público nesta ofensiva à criminalidade, é preciso ter mudanças na legislação penal brasileira. Hoje, o bandido é preso e em pouco tempo é solto. Lugar de bandido é na cadeia e não nas ruas amedrontando a população. O que se vê é que o Judiciário, por conta de uma legislação excessivamente tolerante, acaba soltando o meliante. Assim, é preciso um conjunto de ações: a polícia nas ruas para mandar o bandido para fora do estado, como o vice-governador está fazendo e uma legislação maios rigorosa no combate ao crime.

Medidas contra a violência

Algumas medidas já foram adotadas pela Câmara Federal no combate à violência, como a redução da maioridade penal. O governo federal é contrário a essa mudança e o Senado está retardando a votação. Estamos atuando também para alterações no Estatuto do Desarmamento, para permitir às pessoas o direito à defesa. Não se quer uma guerra de enfrentamento entre o cidadão e o bandido com armas nãos mãos, mas se assegurar às pessoas de bem de se defenderem, que costumeiramente são mortos, chacinados de forma covarde, sem qualquer defesa. A legislação penal brasileira, portanto, está frouxa, fraca, precisa ser alterada.

Projeto de disputar Senado

Nunca disse não a nenhum desafio que me surgisse  na vida. Como empresária, tive muitos desafios e sempre tive equilíbrio, bom senso e responsabilidade para vencê-los. As eleições de 2018 passa pelos resultados de 2016. Este ano, estamos fortalecendo o PR, em nível nacional e estadual, com o objetivo de conquistamos expressivo número de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Estamos também atuando para fortalecer as alianças com outras legendas. Dependendo da performance do PR este ano em Goiás, vamos avaliar a possibilidade de atender aos apelos dos companheiros que lançam meu nome para a disputa ao Senado nas eleições de 2018. Os companheiros estão empenhados em preparar um partido forte às eleições de 2016 e 2018. Sendo assim, não terei como recusar a esse desafio de trabalhar mais pelo Estado de Goiás no Senado Federal. A mulher está cada vez mais ocupando espaço na política brasileira e goiana. Veja o exemplo da senadora Lúcia Vânia, que já está no seu segundo mandato, com atuação brilhante. Agora, quero dizer: não estou na política por conta de salário, de benefício pessoal. Salário já tenho para viver. Como empresária, tenho o suficiente para viver para mim e minha família. Estou na política por ideal e porque gosto de desafios, principalmente de trabalhar em prol da sociedade, contribuindo para que as pessoas tenham melhor qualidade de vida, para que se tenha mais empregos, principalmente aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho.

Eliton e a sucessão em 2018

Independente do projeto político pessoal do vice-governador, nós, políticos e a população torcemos para que José Eliton faça um ótimo trabalho na secretaria de Segurança Pública de Goiás e apresente os resultados esperamos por todos. A violência hoje é o tema que inquieta a toda a população e está no debate em maior intensidade do que educação e saúde. A insatisfação em relação à falta de segurança pública alcança todos os setores da sociedade, dos mais ricos aos mais pobres, sem distinção de classe social. Vejo que o governador Marconi Perillo quer que a Segurança Pública dê certo, trabalha para que a gestão de José Eliton seja exitosa e que, mais do que nunca, o vice-governador tenha condições favoráveis para ser o candidato da base aliada à sucessão estadual de 2018. Com essas ações duras, com maiores investimentos na secretaria de Segurança Pública, José Eliton terá, portanto, maior visibilidade política como e isso, sem dúvida, o fortalecerá para 2018.

A mulher goiana na política

A mulher tem avançado muito na atividade política neste país. Em Brasília, temos exemplos de mulheres atuantes, guerreiras, íntegras atuando na política. Eu faço esse chamamento para que as mulheres participem da política, não puramente para preencher cota de partido. Nunca seria uma política por conta de cota partidária. Quero ser política para merecer o voto popular, a confiança das pessoas para representá-las no Legislativo ou no Executivo, para receber o respaldo daqueles que acreditam nas bandeiras que apresentado em praça pública. A mulher tem, portanto, que participar da luta política, sair às ruas, concorrer a cargos eletivos, apresentar suas ideias, seus projetos, defender suas causas sociais. Há espaço para todo mundo na política e a mulher não pode abrir mão de atuar em favor das propostas que defende. Somente através da participação nas eleições, de buscar mandatos eletivos, de debater os temas que interessam à sociedade, a mulher estará oferecendo sua contribuição a todos. Nós, mulheres, não podemos nos omitir neste debate que interessa a toda a sociedade brasileira. Neste Dia Internacional da Mulher, quero cumprimentar a todas em Goiás e no Brasil.

PR e a governabilidade

O Partido da República defende a governabilidade do país. Quando se diz que o PR é base do governo federal não é para defender os atos ilícitos, a corrupção. O PR condena todos os mal-feitos seja nos governos do PT de Lula ou de Dilma. Se fosse outro governo, do PSDB ou de qualquer outro, combateríamos, da mesma maneira, essa prática de malversação do dinheiro público. O PR é contra qualquer aumento de imposto, principalmente a CPMF. Depois de desgovernarem o país, mergulharem o país na crise econômica tão grave, agora querem que a população pague a conta com aumento de impostos? Não concordamos e não aceitamos. Integramos a base do governo para assegurarmos a governabilidade do país e não para respaldar mal-feitos.

Impeachment de Dilma

Há clima para se examinar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Não concordamos com a decisão do Supremo Tribunal Federal de que a comissão especial do impeachment fosse formada por deputados indicados pelas bancadas partidárias, em votação aberta. Houve uma ingerência do Judiciário no Legislativo. Ninguém se sentiu bem com isso e buscando uma solução que venha ao encontro da vontade da maioria dos congressistas. Vamos examinar a documentação, na hora certa e decidir sobre o que interessa ao país, dentro da democracia, da legislação e da vontade da maioria do povo brasileiro, em relação ao mandato da presidente Dilma Rousseff.

Cerco ao ex-presidente Lula

Não se pode menosprezar a inteligência do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Ele soube tirar proveito político daquela situação de condução coercitiva pela Polícia Federal para prestar depoimento. Ele o fez maestria, tanto que ele saiu falando “a luta continua”, como se estivesse sendo perseguido. Anteriormente, ele dizia que era perseguido pela ditadura, pelas elites e agora, Lula é perseguido por quem? Está muito claro tudo que aconteceu, dinheiro das empreiteiras, no entanto, Lula busca reverter a situação, se transformando em vítima. Isso é muito ruim para o país, pois sabemos que um grupo político-partidário que manter o poder a qualquer custo no país, na base do “poder pelo poder” e induz à opinião pública que a prática do Lula não seja grave, de que o ex-presidente não tem culpa, não sabia de nada, os outros é que erraram por ele. Desde o episódio dos Correios, do mensalão, Lula não sabia de nada. O grupo político que o cerca tenta preservá-lo e o Lula, por sua inteligência, tenta tirar proveito político dessa situação.

FRASES

“Aplaudo as medidas duras do governador para correr de Goiás com os bandidos”

“Atuo na Câmara em favor da geração de emprego e renda, e melhoria da qualidade

de vida da população”

“Defendo a volta dos cassinos, pois será outra oportunidade aos empresários de gerar mais emprego e renda neste país, sem prejudicar ninguém. Os jogos de azar já são explorados pelo governo”

“Sempre enfrentei os desafios na vida empresarial e política. Posso concorrer ao Senado, em 2018. Depende do PR e dos companheiros”

“José Eliton tem tudo para chegar em condições de disputar o governo do Estado, ainda mais agora que terá maior visibilidade política na secretaria de Segurança Pública”


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