Política

Filiação de Sergio Moro ao PL provoca saída de 48 prefeitos da sigla no Paraná

Léo Carvalho

Publicado em 27 de março de 2026 às 11:56 | Atualizado há 4 meses

Filiação de Sergio Moro ao PL gera reação de prefeitos e provoca saída de lideranças municipais no Paraná | Foto: XV Curitiba
Filiação de Sergio Moro ao PL gera reação de prefeitos e provoca saída de lideranças municipais no Paraná | Foto: XV Curitiba

A filiação do senador Sergio Moro ao Partido Liberal (PL) no Paraná provocou a saída de 48 prefeitos da legenda, 80 vice-prefeitos, e expôs uma crise interna na sigla no estado. O movimento foi oficializado nesta quinta-feira (26), durante coletiva realizada em Curitiba.

O encontro ocorreu no Hotel San Juan, no Centro Cívico, e reuniu dezenas de lideranças políticas. De acordo com os organizadores, 53 prefeitos participaram da reunião, sendo que 48 confirmaram a desfiliação. Outros gestores justificaram ausência, enquanto parte ainda avalia o futuro partidário.

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A decisão ocorre após a confirmação de apoio do PL à possível candidatura de Sergio Moro ao Governo do Paraná em 2026. Prefeitos relatam que a medida foi tomada sem consulta às bases municipais, o que gerou insatisfação entre lideranças do interior.

Ex-presidente estadual do partido, o deputado Fernando Giacobo afirmou que a saída coletiva foi motivada por divergências políticas e pelo descumprimento de acordos internos. Segundo ele, o grupo atuava com base em um alinhamento prévio com outro projeto político no estado.

Durante a coletiva, Giacobo declarou que a decisão envolveu fatores políticos e pessoais, destacando o tempo de permanência na legenda. Ele classificou a desfiliação como uma questão de coerência diante da nova direção adotada pelo partido no Paraná.

O parlamentar também fez críticas à filiação de Moro, citando divergências relacionadas a posicionamentos anteriores do senador. Para ele, a decisão da legenda não é compatível com parte do grupo político que atuava no estado.

Apesar do rompimento, Giacobo afirmou que não haverá imposição sobre o destino dos prefeitos que deixaram o partido. Segundo ele, cada gestor terá autonomia para escolher uma nova sigla, de acordo com a realidade local. A tendência, no entanto, é de alinhamento com partidos de perfil semelhante.

A saída em massa indica um enfraquecimento da estrutura do PL no interior do Paraná. Prefeitos avaliam que a perda de lideranças municipais pode comprometer a capilaridade do partido e abrir espaço para adversários nas eleições de 2026.

A crise interna expõe divergências entre a direção partidária e lideranças locais, em um momento de reorganização política voltada ao próximo ciclo eleitoral. Até o momento, o partido não detalhou quais medidas pretende adotar para recompor sua base no estado.

Vídeo: portalcr3

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