Política

Flávio Bolsonaro prometeu entregar passaporte um dia antes de fugir

Redação Online

Publicado em 27 de outubro de 2026 às 20:53 | Atualizado há 52 minutos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que embarcou para os Estados Unidos nesta terça-feira (27/10) | Foto: Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que embarcou para os Estados Unidos nesta terça-feira (27/10) | Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado nas eleições presidenciais, disse na segunda-feira (26/10) que entregaria seus passaportes e responderia às acusações de que tinha um plano de deixar o país. “Nunca pensei em sair do país. Vou entregar meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, afirmou em vídeo divulgado. Um dia depois, nesta terça-feira (27/10), ele embarcou para os Estados Unidos com a esposa e as duas filhas.

A saída do país foi revelada pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, e organizada com a ajuda de um grupo restrito de aliados no Brasil e nos Estados Unidos para evitar vazamentos. A previsão, segundo aliados de Flávio, é de que o senador entre no país pelo estado da Flórida até o fim da tarde. O governo Donald Trump já foi avisado.

A intimação para entregar os passaportes foi dada no âmbito da investigação que apura lavagem de dinheiro por parte do senador, que envolveria empresas de apostas e plataformas de pagamento. Na mesma publicação de segunda-feira, Flávio havia prometido assumir a liderança da oposição no Brasil. “Eu vou organizar a oposição. Não vão me calar, não vão me intimidar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil”, declarou.

Ele também fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e à Polícia Federal (PF). “Isso se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro de que eu deveria deixar o país se eu perder essa eleição. Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é Justiça?”, questionou o senador.

Em vídeo na última sexta-feira (23/10), Eduardo Bolsonaro afirmou que, em caso de derrota nas eleições, Flávio Bolsonaro deveria deixar o Brasil. Segundo ele, o irmão ficaria sujeito a investigações após deixar o Senado e perder a imunidade parlamentar.


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