Gilmar Mendes diz que não cabe separar as cassações de Temer e Dilma Rousseff
Redação DM
Publicado em 14 de abril de 2016 às 01:21 | Atualizado há 10 anos
Nesta quarta-feira (13/4), o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, afirmou que no entendimento da Justiça Eleitoral não caberia separar as ações de cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer.
Segundo Mendes, é necessário aguardar o término do processo de impeachment da presidente no Congresso para decidir sobre essa separação, pois se trataria de uma situação nova. Porém, em representação protocolada, Temer pediu que a corte determine se ele será responsabilizado junto com Rousseff, caso a presidente seja condenada.
A defesa do vice-presidente argumenta que ele seria cassado por “arrastamento”, pois ele não teria praticado as condutas denunciadas no processo contra Dilma Rousseff. “Vamos esperar primeiro o desfecho do processo do impeachment e depois vamos analisar a questão”, declarou Mendes.
Entretanto, ministros do TSE acreditam que existem dificuldades para que o vice-presidente possa emplacar a separação de sua conta eleitoral da campanha de Dilma Rousseff.