Política

Governo lança edital milionário para ampliar vendas on-line de pequenas empresas

Giovanna Gonçalves - Estágio DM

Publicado em 8 de abril de 2026 às 15:40 | Atualizado há 3 meses

Iniciativa busca ampliar a presença digital de empresas nas regiões menos atendidas: comércio eletrônico é uma porta de entrada para pequenos negócios ampliarem mercados, reduzir custos e operar de forma contínua | Foto: Helio Montferre/ABDI
Iniciativa busca ampliar a presença digital de empresas nas regiões menos atendidas: comércio eletrônico é uma porta de entrada para pequenos negócios ampliarem mercados, reduzir custos e operar de forma contínua | Foto: Helio Montferre/ABDI

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As inscrições para o edital E-commerce.BR 2026 estão abertas e vão apoiar projetos voltados à ampliação da presença digital de micro, pequenas e médias empresas nas vendas on-line. Com R$ 3,9 milhões em recursos, a proposta é premiar soluções que fortaleçam o comércio eletrônico nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Uma das principais novidades desta edição é a inclusão dos microempreendedores individuais (MEIs) entre os públicos atendidos. As inscrições podem ser feitas até 5 de maio, na página oficial do programa.

Em 2024, o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 225 bilhões, crescimento de 14,6% em relação ao ano anterior. O Sudeste lidera com 77,2% das vendas on-line, seguido pelo Sul (14,1%), Nordeste (5,5%), Centro-Oeste (2,5%) e Norte (0,6%), o menor percentual entre todas as regiões do país, segundo dados do Observatório do Comércio Eletrônico do MDIC.

“O comércio eletrônico é uma porta de entrada para que pequenos negócios ampliem mercados, reduzam custos e operem de forma contínua, com acesso a dados estratégicos sobre seus clientes. Nosso objetivo é garantir que empresas dessas regiões participem de forma mais ativa desse mercado que só cresce no país”, afirma Adryelle Pedrosa, gerente de Transformação Digital da ABDI.

Pela primeira vez, o edital passa a contemplar os microempreendedores individuais (MEIs) entre os públicos beneficiados. Atualmente, o Brasil possui mais de 12 milhões de MEIs ativos, que representam mais da metade das empresas do país. A ampliação do escopo busca apoiar esse público no acesso ao comércio eletrônico, fortalecendo sua capacidade de vender on-line, ampliar mercados e utilizar ferramentas digitais de forma estratégica para geração de renda e sustentabilidade dos negócios.

“Além de fortalecer micro, pequenas e médias empresas, estruturamos o edital para também atender os MEIs, que têm um papel fundamental na geração de renda no país e precisam de apoio para ampliar sua inserção no comércio eletrônico”, reforça Adryelle Pedrosa.

O edital tem como um de seus principais diferenciais o estímulo à formação de redes de inovação. As propostas devem ser apresentadas por consórcios com, no mínimo, três instituições sem fins lucrativos, como universidades, associações, órgãos públicos e instituições de ciência, tecnologia e inovação (ICTs), além de incluir startups como parceiras tecnológicas.

As soluções podem envolver tecnologias, metodologias ou serviços, desde que enfrentem desafios concretos do comércio eletrônico, como logística, acesso a marketplaces, meios de pagamento, marketing digital, análise de dados e capacitação empresarial.

A seleção será realizada em três etapas. Inicialmente, 16 projetos serão escolhidos e passarão por um processo de aprimoramento metodológico com apoio técnico. Em seguida, oito iniciativas avançarão para a fase piloto, com execução de até seis meses e atendimento mínimo de 60 empresas.


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