Política

Joaquim Monteiro (PDT) firma pré-candidatura a vereador

Redação DM

Publicado em 15 de julho de 2016 às 02:25 | Atualizado há 10 anos

Entre a política e o sacerdócio, o ex-padre de São Luís de Montes Belos Joaquim Monteiro escolheu a vida pública como político e, para as eleições de outubro deste ano, se lançou como pré-candidato a vereador do município pelo PDT. Na gestão do ex-prefeito Sandoval Rodrigues da Matta, Monteiro foi vice-prefeito. Questionado sobre sair do Executivo e ser pré-candidato ao Legislativo, Monteiro ressalta ser uma decisão de seu partido e que o pré-candidato à Prefeitura de São Luís de Montes Belos que apoia, Major Elderício (PDT), tem mais chances de ser eleito. “Como ele [Major Elderício] já tem um trabalho mais adiantado a prefeito, decidi colocar meu nome a vereador e fortalecer a nossa chapa, na possibilidade de eleger mais vereadores”, declarou em entrevista ao Diário da Manhã.

Em relação ao trabalho que pretende exercer na Câmara Municipal, o pré-candidato destacou que a principal função do vereador é legislar e estar atento às demandas da sociedade. “O legislador precisa acompanhar as leis municipais e ajudar na fiscalização do serviço público”, reforçou. Joaquim Monteiro ainda ressaltou o momento que o País vive, com denúncias de corrupção a todo momento. “Mais do que nunca é crucial esse momento que estamos passando, onde o dinheiro que é para ser aplicado para o povo desaparece pelos canos. Então, o vereador precisa ter esse papel de fiscalizar, acompanhar e de cuidar para que o gestor possa executar, da melhor forma possível, contratando empresas idôneas e empregando o dinheiro do povo, de modo especial nessas áreas que são tão gritantes, que é a saúde e a educação”, disse.

Como pré-candidato à Câmara, Monteiro assegura que pretende trabalhar em prol da população de São Luís de Montes Belos, destacando ainda a semelhança entre a vida como padre e a figura pública de um político. “O vereador é o que vai ajudar o povo, por meio das leis, aprovando matérias e fazendo leis para que o dinheiro do povo seja realmente aplicado da melhor forma possível.  Há uma semelhança muito grande entre a política e o sacerdócio, porque tudo é trabalhado pelo povo e no meio do povo. O sacerdote é aquele que está ali, atendendo a comunidade, conversando e dialogando. Na vida pública e política não pode ser diferente, tem que ter diálogo, saber atender e acolher bem as pessoas”, afirmou.

Monteiro ainda acrescentou que o fato de ter sido padre é um diferencial, devido às semelhanças com a vida pública, além de acreditar que o ser humano precisa melhorar sempre. “Tem essa semelhança muito grande e, nesse tempo que estou na vida política, tenho percebido que cada vez mais a gente precisa melhorar nesse aspecto. O nosso povo precisa de atendimento, precisa ser acolhido e, infelizmente, algumas gestões acabam perdendo isso, porque não atendem bem o povo, desprezam e só se lembram do povo no período das eleições. Não se faz igreja sem o povo como também não se faz política sem o povo. Tudo é em prol do bem comum”, ressaltou.

Religião

Por ser ex-padre e católico, o pré-candidato destacou as ações do papa Francisco e acredita que a santidade  tem se mostrado um homem de uma grande espiritualidade, que nasceu no meio do povo simples, pobre e sofrido. “Para alguns, o papa Francisco está revolucionando a Igreja, mas a meu modo de ver não, ele está fazendo com que a Igreja chegue até mais próximo do povo. Recentemente, o documento que ele fez do Ano da Misericórdia é justamente para que as pessoas se voltem mais para os mais sofridos. O papa Francisco tem sido um grande líder porque ele tem essa simplicidade do meio do povo e tem feito essa grande diferença. Para nós, que somos católicos, a gente fica feliz porque a Igreja estava precisando de uma liderança assim”, afirmou.

 



“Há uma semelhança muito grande entre a política e o sacerdócio, porque tudo é trabalhado pelo povo e no meio do povo. O sacerdote é aquele que está ali, atendendo a comunidade, conversando e dialogando. Na vida pública e política não pode ser diferente, tem que ter diálogo, saber atender e acolher bem as pessoas”

 

 


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