Política

Lula: gestão Bolsonaro é criminosa e golpe nunca mais

Redação DM

Publicado em 8 de agosto de 2022 às 14:34 | Atualizado há 4 anos

Os advogados da campanha
do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediram ao Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) o registro da candidatura do petista à Presidência da
República, com o vice da chapa sendo o ex-governador de São Paulo Geraldo
Alckmin (PSB). Até o momento, o presidente Jair Bolsonaro (PL), principal opositor
de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto, ainda não registrou sua
candidatura.

Segundo os
advogados, o pedido de registro foi feito pela representante da coligação
Brasil Esperança, Gleisi Hoffmann (PT), e pelos escritórios Aragão e Ferraro
Advogados e Zanin Martins Advogados. Lula e Alckmin concorrerão na eleição
presidencial deste ano pela Coligação Brasil da Esperança, composta pela
federação FÉ BRASIL (PT/PV/PC do B), federação PSOL/REDE, PSB, Solidariedade,
Avante e o Agir.

Até o momento, há registro
de apenas quatro candidaturas no TSE: Felipe D’Avila (Novo), Léo
Péricles (UP), Pablo Marçal (Pros) e Sofia Manzano (PCB).

O programa, de 21 páginas, dedica quatro para defender a “democracia e reconstrução do Estado e da soberania”. “Nossa Constituição enumera os fundamentos do Estado democrático de Direito. No entanto, nossa soberania e nossa democracia vêm sendo constantemente atacadas pela política irresponsável e criminosa do atual governo”, diz trecho do documento.

“No ano em que o Brasil
celebra 200 anos de luta pela independência nacional, golpes e ditaduras nunca
mais, democracia sempre”, completa o texto.

O ex-presidente ainda destaca
que, se for eleito, as Forças Armadas atuarão na defesa do território nacional,
do espaço aéreo e do mar, “cumprindo estritamente o que está definido pela
Constituição”.

A inclusão do trecho, mesmo sem citar Bolsonaro, é uma reação à atuação das Forças Armadas na eleição. Os questionamentos feitos pelos militares ao TSE têm sido usados pelo presidente para atacar as urnas eletrônicas e fazer insinuações golpistas. “É necessário superar o autoritarismo e as ameaças antidemocráticas. Para sair da crise e voltar a crescer e se desenvolver, o Brasil precisa de normalidade e respeito institucional, com observância integral à Constituição Federal, que estabelece os direitos e obrigações de cada Poder, de cada instituição, de cada um de nós.”

O plano de governo é assinado pelos nove partidos que integram a Coligação Brasil Esperança, que reúne PT, PSB, PC do B, PV, PSOL, Rede, Solidariedade, Avante e Agir.

No texto, o ex-presidente destaca que defenderá o fim do teto de gastos e uma nova legislação trabalhista —sem citar a polêmica em torno da revogação da lei sancionada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). “O novo governo irá propor, a partir de um amplo debate e negociação, uma nova legislação trabalhista de extensa proteção social a todas as formas de ocupação, de emprego e de relação de trabalho, com especial atenção aos autônomos”, diz o comitê do petista.

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