Política

Lula inclui Adriana Accorsi para o grupo de Segurança Pública

Redação DM

Publicado em 23 de novembro de 2022 às 12:44 | Atualizado há 4 anos

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin anunciou nesta terça-feira, 22, novos nomes indicados por partidos políticos e que vão compor os grupos técnicos da fase de transição do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva determinou a inclusão da deputada federal eleita Adriana Accorsi no grupo de trabalho de Justiça e Segurança Pública. A parlamentar goiana é delegada de polícia de carreira em Goiás e já ocupou a Diretoria-Geral da Polícia Civil do Estado.

Entre os nomes está o do deputado Alexandre Frota (Pros-SP) para compor a equipe de Cultura. Foi anunciado ainda o nome de Zeca Dirceu, filho do ex-ministro José Dirceu, para apoiar os trabalhos no grupo de Turismo.

Além do PT, dez partidos foram contemplados: Avante, MDB, PCdoB, PDT, PROS, PSB, PSD, PV, Rede e Solidariedade. Dos 92 nomes, 37 são petistas, o equivalente a 40% dos nomes anunciados. Em seguida, PSD (11), PSB (10), PDT (9), PCdoB (7) e MDB (5).

“Esses são os parlamentares dos vários partidos políticos que vão integrar o grupo parlamentar. É o grupo técnico da transição, é importante, porque eles vão acompanham os projetos que estão em discussão na Câmara e no Senado federal” comentou Alckmin. O vice destacou ainda o papel dos grupos na definição da lei orçamentária e a agenda legislativa e de políticas públicas.

O gabinete de transição é composto por 31 Grupos Técnicos, responsáveis pela produção de um relatório final, com diagnóstico abrangente de cada área, reunindo informações sobre o funcionamento e a atuação dos órgãos e entidades que compõem a administração pública federal. Eles devem identificar os riscos, fazer alertas, apontar ilegalidades e necessidades de apuração por parte dos órgãos de controle. Além disso, podem propor medidas que exijam a tomada de decisão no início do novo governo.

Os grupos devem entregar, até o dia 30 de novembro, um diagnóstico preliminar, com alertas dos órgãos de controle, uma análise da estrutura de cada área e uma lista preliminar com sugestões de atos normativos que devem ser revogados a partir de janeiro de 2023.

Até o dia 11 de dezembro, os grupos devem apresentar um relatório final, com análise dos programas implementados pela atual gestão, assim como dos programas das gestões do PT que foram descontinuados.

Os 92 parlamentares anunciados por Alckmin são de 24 estados. Os com mais representantes são Rio de Janeiro e Minas Gerais, cada um com 11. São Paulo e Bahia têm 10, cada. Pernambuco e Ceará, nove. Os demais têm no máximo três representantes.

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) esteve ao lado de Alckmin no anúncio e confirmou que um dos objetivos era contemplar partidos que estavam na coligação de Lula. “A política tem disso”, afirmou. “Foi feito um exercício para buscar quem tem acúmulo de trabalho nesses temas para ajudar a transição e dizer o que precisa ser votado”.

Forças Armadas

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, coordenador-geral do gabinete de transição de governo, afirmou, que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar nesta quarta-feira, dia 23, os integrantes do grupo temático indicado para lidar com as Forças Armadas. O vice disse que a equipe será composta de civis e militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Lula é aguardado em Brasília, após passar por procedimento cirúrgico.

“O presidente Lula teve uma pequena intervenção. Estará vindo agora para Brasília. Já temos um esboço com os nomes e aí vamos anunciar o grupo da Defesa, talvez amanhã ou no máximo quinta-feira”, afirmou Alckmin. “Está bem discutido. A Defesa é estratégica para o País. Estamos amadurecendo propostas, cumprir o programa de governo estabelecido e ter bons nomes para sua formação, civis e das três Forças.”

Na equipe devem estar o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-ministro da Defesa, e o general da reserva Gonçalves Dias, ex-chefe da segurança presidencial.

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