Política

Maguito desiste de cargo e fica disponível para Senado

Redação DM

Publicado em 23 de março de 2018 às 02:06 | Atualizado há 8 anos

O ex-governador e ex-prefei­to Maguito Vilela (MDB) desistiu de ocupar a fun­ção de “colaborador eventual” da Prefeitura de Aparecida de Goiâ­nia, após ser nomeado pelo prefeito Gustavo Mendanha (MDB) em ato assinado no último dia 7 e publica­do no Diário Oficial do Município. O cargo não prevê salário ao titular.

Mesmo com o filho – deputa­do federal Daniel Vilela lançado como pré-candidato ao governo de Goiás -, Maguito foi convenci­do por correligionários do MDB a manter a sua elegibilidade para uma eventual disputa eleitoral em 2018. Sendo assim, se a nomeação fosse mantida, em Aparecida de Goiânia, haveria questionamen­tos sobre sua elegibilidade.

Maguito Vilela aceitou a fun­ção de “colaborador eventual” para atuar na defesa dos interes­ses do município de Aparecida de Goiânia, cidade pela qual exerceu dois mandatos de prefeito, junto ao Banco Andino e à Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Em 2016, o então prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vi­lela (MDB), 69 anos, anunciou que estava se “aposentando” e que não participaria mais de eleições. Mas uma candidatura em 2018 não está totalmente descartada, pelo me­nos não por parte do partido.

Gustavo Mendanha (MDB) can­celou a nomeação de Maguito Vile­la porque o ato poderia inviabilizar possível postulação. “Hoje sabemos que Maguito é um nome muito bem cotado para o Senado, uma primei­ra suplência ou até deputado federal, mas para isso precisaria se descom­patibilizar no próximo dia 7 de abril. Por isso, decidimos que é melhor que ele esteja desimpedido, caso haja al­guma decisão do partido nesse sen­tido. É mais uma precaução”, disse o prefeito ao Jornal Opção Online.

O cargo que ocuparia na prefeitu­racomo“colaborador” eranãoremu­nerado e teria a função de captar re­cursos, convênios ou benefícios para a cidade. A indicação de Maguito foi feita por causa das articulações em­preendidas pelo ex-prefeito, princi­palmente em viagens à Brasília. “Não ser mais candidato é uma vontade já expressada por ele, mas conversa­mos com ele e achamos que, neste momento, é melhor deixar a possi­bilidade em aberto”, disse Mendanha.

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