Marcos Abrão: “Vamos assumir a pasta Cidadã para fazer dela referência ao País”
Redação DM
Publicado em 24 de março de 2018 às 03:10 | Atualizado há 8 anos
O deputado federal Marcos Abrão, que preside o PPS em Goiás, reiterou o apoio à candidatura de José Eliton ao governo do Estado e falou do desafio de comandar a Secretaria Cidadã. “Essa linha que traçamos na área social à frente da Agehab nós vamos levar para a secretaria. O Estado de Goiás pode ter a certeza de que vamos trazer o que há de melhor na Cidadania, aprimorando e ampliando os programas que são ofertados hoje. Nós vamos assumir a Secretaria Cidadã para fazer dela referência ao País”, afirmou o parlamentar, em entrevista à rádio Sagres/730
Marcos Abrão ressaltou que não trabalha com a possibilidade de apoiar outro nome que não seja o do vice-governador. “Nós não trabalhamos com a hipótese de outra candidatura que não seja a de José Eliton. A política goiana precisa dar oportunidade para que pessoas novas mostrem sua atuação”, disse o deputado.
PRINCIPAIS TRECHOS DA ENTREVISTA
P – Quais foram as definições do Congresso Estadual do PPS sobre as eleições deste ano?
R – Nós fizemos o nosso congresso, reunindo lideranças do partido de todo o estado e decidimos que vamos caminhar junto com a candidatura do vice-governador José Eliton. Nós fizemos questão de tomar essa decisão com a presença do presidente nacional da sigla, deputado Roberto Freire, com mais de 90 vereadores que temos no estado, com o deputado estadual Virmondes Cruvinel. Vamos continuar na base que nós ajudamos a eleger. Nós ajudamos a construir esse projeto e vamos caminhar na base do governo atual e naturalmente na campanha das eleições de 2018.
P – E a presença do PPS e no PSB no governo? O partido vai ocupar uma secretaria?
R – Primeiro, eu acho que precisamos colocar esse processo de construção. Se hoje nós temos no estado uma política habitacional que é referência em todo o país é graças ao trabalho do PPS e do PSB na Agência Goiana de Habitação, nós ajudamos a construir esse governo. A política habitacional que hoje é executada no estado de Goiás é fruto do trabalho dos nossos técnicos. A ampliação do Cheque Mais Moradia, a contratação de construção de milhares de casas populares, o Casa Legal, que é o maior programa de regularização fundiária do país e inclusive ajudou na formulação na nova lei de regularização fundiária que aprovamos em Brasília, deixam a nossa marca na política habitacional do estado e isso tem um peso. Agora nós vamos assumir a Secretaria Cidadã, levar os nomes dos técnicos que temos à nossa disposição e eles serão avaliados para saber se estão de acordo com as expectativas do governo de Goiás.
P – O PPS sai do comando da Agehab? Como fica a utilização da expertise que vocês adquiriram na habitação?
R – Já saímos. A presidência da Agehab hoje é uma indicação do PP. Agora em relação a essa expertise, ela foi adquirida em anos de trabalho no estado de Goiás e na busca de experiência em outros estados. Nós fizemos um levantamento com as melhores práticas do país na área de habitação e adequamos à realidade goiana, mas muito do que é feito envolve um trabalho social, de políticas públicas voltadas à população mais carente que será aproveitado na Secretaria Cidadã. Essa linha que traçamos na área social nós vamos levar para a secretaria. O estado de Goiás pode ter a certeza de que nós vamos trazer o que há de melhor na Cidadania, aprimorando e ampliando os programas que são ofertados hoje. Nós vamos assumir a Secretaria Cidadã para fazer dela referência no país.
P – Essa definição passou pela senadora Lúcia Vânia?
R – O PPS tem uma aliança com o PSB em Goiás que começou em 2014, foi reafirmada nas eleições municipais de 2016, os partidos caminham juntos e por isso essas conversações a respeito da permanência da base passam sim pela vaga na chapa majoritária para a candidatura da senadora Lúcia Vânia. Essa conversa foi feita já há algum tempo atrás, não foi nenhum tipo de exigência, mas no entendimento do PPS é o melhor nome que temos para disputar vaga no Senado. Ela tem base consolidada no estado inteiro, ela soma na chapa majoritária, tem voto, tem história, tem trabalho realizado, eu tenho certeza que isso vai pesar muito.
P – O senhor acha que a presença da Lúcia Vânia na chapa vai contrabalançar a candidatura de José Eliton, já que ele nunca disputou uma eleição como cabeça de chapa?
R – José Eliton não disputou como cabeça de chapa, mas participou efetivamente das eleições de 2010 e 2014 e tem todas as condições de ter essa base consolidada por formar uma aliança ampla no estado. Eu tenho certeza de que, quando ele assumir o governo, terá condições de mostrar sua marca e a linha de trabalho que quer desenvolver no estado de Goiás para os próximos quatro anos. Nós não trabalhamos com a hipótese de outra candidatura que não seja a de José Eliton. A política goiana precisa dar oportunidade para que pessoas novas mostrem sua atuação, nós precisamos ter esse espaço. Eu acredito muito na candidatura do atual vice-governador. Vou ajudar no plano de trabalho e tenho certeza de que teremos condições de apresentar para a sociedade uma boa proposta de governo. A base tem condições de mostrar o processo de modernização pelo qual o estado passou nos últimos 20 anos e apresentar um projeto novo.